sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma experiência formativa: Capacitar E.I. Instituto Avisa-lá




Por Maria Cristina dos Santos
e Sylvia Georgina Freire de Souza



A formação da equipe gestora junto ao Instituto Avisa-lá (2006 a 2008) foi de suma importância para ampliarmos nosso olhar para um universo infantil, vislumbrando novos caminhos para o plano de formação em serviço em nosso Centro de Educação.
A parceria com as nossas formadoras Ana Lúcia Bresciane (pedagógica), Elza Corsi (gestão) e Damaris Maranhão (saúde) foram fundamentais pela disponibilidade e generosidade em compartilharem seus saberes.
É claro que a formação por si só não garante a mudança de paradigmas, da concepção assistencialista que organizavam rotinas com base na compreensão de que as necessidades atendidas eram apenas de ordem biológica para concepção da criança como sujeito de direito, onde o binômio cuidar e educar é indissociável.
Entre os fatores fundamentais para que este processo de formação seja bem sucedido são:

  • A parceria entre direção e coordenação pedagógica compromissada com a busca de uma educação pública de qualidade;
  • O comprometimento de toda equipe de educadores, entendendo por educadores os envolvidos direta ou indiretamente nas experiências nas diversas linguagem que permeiam o universo infantil, que cultivam a vontade de acertar e que acolheram os desafios propostos;
  • A parceria com a família;
  • Um número reduzido de remoção dos profissionais. O que gera a constituição do grupo, criando assim um vínculo maior com a comunidade.
  • Formação em serviço contextualizada a partir das práticas do cotidiano e a prática a luz das teorias, sem desprezar os conhecimentos empíricos da equipe educadora

No início do processo de formação fomos instigadas com a seguinte questão:
Qual a concepção de educação de verdade permeia a nossa prática referente à higiene pessoal?
A partir deste questionamento passamos a observar os nossos fazeres e percebemos a cristalização das práticas relativas à higiene entre as quais: lavar as mãos, lavar o rosto, escovar os dentes, , cuja quais não considerávamos interessantes.
Por uma estratégia formativa optamos por eleger os nossos momentos de refeição, no qual iniciamos com um olhar mais cuidadoso e passamos a repensar em nossas práxis. Foi um trabalho árduo, porém os pequenos ganhos tomaram proporções gigantescas, mexendo com as nossas crenças, valores e saberes.
Os objetivos da formação em serviço passaram de fato:

  • Contextualizar a nossa prática a luz das teorias, sem desprezar os conhecimentos empíricos da equipe educadora;
  • Garantir o lugar da criança como sujeito de direito;
  • Proporcionar situações onde a criança consolide a sua autonomia e construa hábitos de higiene;
  • Demonstrando a relevância das interações ocorridas na rotina da instituição, que ao mesmo tempo transformam o sujeito e o educador
  • Construir a identidade do profissional da educação infantil

Neste momento elegemos duas práticas para compartilharmos nosso processo de refinar o olhar como uma possibilidade de prática viável, uma é a higienização das mãos, por acreditarmos na importância deste pequeno ato cuja ação reflete na saúde coletiva, evitando em até 80% de disseminação de doenças infecto-contagiosa e a outra prática eleita foi à escovação dos dentes por acreditarmos que é possível construir hábito de higiene desde a mais tenra idade. Em oposição à homogeneização das instituições que ainda zelam por um “currículo” uniforme, pronto-a-vestir de tamanho único, para todos os alunos, todas as escolas e todos os professores, independentemente das características e aptidões dos que transmitem e dos que o recebem e das condições da sua implantação (Formosinho 2007).
A seqüência didática é uma forma que utilizamos para sistematizar nosso trabalho, porém as coisas muitas vezes ocorrem simultaneamente.

Lavai as mãos! Sequência didática de autocuidado

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SEQÜÊNCIA DIDÁTICA: LAVAR AS MÃOS - BI

Professoras: Francilene Pereira de Lima
Márcia Aloisia Ribeiro Cavallari

Processo: Durante o ano todo

Turma: BI

Objetivos:
  • Estreitar os vínculos afetivos entre criança e educador.;
  • Propiciar experiência de aprendizagem de lavar as mãos;
O que as crianças podem aprender;
  • Perceber as mãos;
  • Contato prazeroso com a água

Seqüência Didática
  • Na reunião de pais e mestres explicar como se dará o processo;
  • No momento do banho aproveitar para auxiliar a criança a ensaboar e esfregar as próprias mãos, nomeando-as assim como as demais ações. Secá-las com toalhinhas de mão individuais.
  • Quando a criança adquirir equilíbrio do próprio corpo, colocá-la sentada no trocador ainda com apoio do braço do educador e colocar sabonete líquido em suas mãos, estimulando para que as esfregue sozinha.
  • E após esse procedimento o professor deverá auxilia e enxágua as mãos da criança com auxilio do chuveirinho ou outro recipiente.
  • Estimulando também a secarem as mãos sozinhas.
  • Quando a criança já consegue ficar em pé, colocá-la em uma cadeira encostada ao trocador ainda utilizando a cuba como pia, caso a arquitetura da instituição não dê condições com lavatório adequado a sua faixa etária.
  • Colocar o sabonete líquido e deixar que ensaboem, enxágüem e sequem as mãos com mais autonomia. Sempre com supervisão do educador.
  • Assim que o educador perceber que a maioria das crianças se apropriaram das orientações para lavar as mãos antes e após as refeições, a utilização do banheiro ou em outras atividades em que as mãos ficam sujas, poderá iniciar o uso do lavatório, lembrando que o mesmo deve ser adequado a faixa etária.
  • Nessa fase do procedimento o educador terá o papel de orientar e mediar a aprendizagem, proporcionando oportunidade conquistar sua autonomia total.
  • Dependendo do desenvolvimento psicomotor o educador estimulará e auxiliará a criança a apropriar-se de retirar os seus pertences da “necesserie” e guardá-la na sua mochila



COMENTARIOS:
Acreditamos que essa prática beneficia as crianças na aquisição de hábitos de higiene e ficamos gratificadas em observá-las, demonstram prazer e assimilação com esse gesto tão simples e importante.


Lavar As mãos (Mão)


Arnaldo Antunes


Uma
Lava outra, lava uma
Lava outra, lava uma mão
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma



SEQUÊNCIA DIDÁTICA: LAVAR AS MÃOS BII



Professoras: Marly Kennerly Marcondes Gonzaga e
Sarina Alves da Silva Gordado

Berçário II

Duração: ano todo

Objetivos:

  • Consolidar hábito e autonomia para higienização das mãos;
  • Minimizar o tempo de espera durante os momentos de higienização de forma lúdica.

O que as crianças podem aprender

  • Adquirir o hábito de lavar as mãos após a utilização do banheiro, antes e após as refeições e atividades externas;
  • Como higienizar as mãos corretamente.


Seqüência Didática:

Passo a passo:

  • Na reunião de pais e mestres explicar como se dará o processo;
  • Ensinar e auxiliar levantar as mangas da blusa, durante o frio;
  • Ensinar e auxiliar abrir a torneira e molhar as mãos e logo após fecha-se a torneira;
  • Orientar e auxiliar a criança a colocar um pouco de sabonete liquido nas mãos;
  • A educadora faz o movimento para que a criança imite como esfregar as mãos;
  • Orienta e auxilia abrir a torneira novamente para enxaguar as mãos;
  • Oferecer a toalha individual para que o mesmo seque as mãos.
  • Assim que a educadora perceber que a maioria das crianças se apropriaram das orientações para lavar as mãos antes e após as refeições, a utilização do banheiro ou em outras atividades em que as mãos ficam sujas a educadora terá o papel de orientar e mediar a aprendizagem, proporcionando oportunidade conquistar sua autonomia total.
  • Ensinar e auxiliar para que a criança se aproprie a retirar os seus pertences da “necesserie” e guardá-la na sua mochila
Recursos

  • Toalha individual;
  • Sabonete liquido.
  • “Necesserie”


Dica:
  • Um das educadoras propõe atividades lúdicas enquanto a outra vai convida de dois em dois para lavar as mãos.


COMENTÁRIOS:

É gratificante para nós educadoras quando vemos a nossa prática funcionar e dar frutos, a criança se apropriando de hábitos e mudando seu comportamento.
Para nós mais que sistematizar conhecimentos é o que a criança leva para o resto de sua vida.

Higiene bucal berçarios

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SEQÜÊNCIA DIDÁTICA: ESCOVAÇÃO NO BI


Professoras: Francilene Pereira de Lima
Márcia Aloisia Ribeiro Cavallari

Processo: Durante o ano todo

Turma: BI - 2008

Objetivos:

  • Proporcionar experiências de aprendizagens em relação à higiene bucal

O que as crianças podem aprender

  • Perceber a boca, língua e, posteriormente, os dentes;

  • dentificar os pertences pessoais.


Recursos:

  • Dedal de silicone para os que ainda não tem dente ou apenas dois dentes;

  • Escova de dente própria para essa idade;

  • Toalhinhas de mão individuais;

  • “ Nécessaire.”


Seqüência Didática




  • Na reunião de pais e mestres explicar como se dará o processo;

  • Apoiar a criança nos braços, em cima do trocador e fazer a higiene bucal com gazes molhadas quando não consta formação dentária, limpando suavemente a gengiva e a língua após as mamadas. Nomear as ações e aproveitar esse momento para estreitar os vínculos afetivos.



  • Com o aparecimento dos primeiros dentes o procedimento de uso das gazes deverá ser substituído por dedal de silicone com cerdas (tipo de escova própria para essa faixa etária).

  • Ainda sendo apoiada pelo educador, molhar o dedal apenas com água e massagear os dentes e gengivas suavemente. Secar a boca da criança e também o dedal após enxaguá-lo.



  • Continuar nomeando as ações e identificar nomeando os seus objetos pessoais.

  • Quando a criança já fica sentada sem apoio e com quatro dentinhos ou mais, substituir o dedal de silicone por escova própria para faixa etária. Nesse momento o educador é quem faz o procedimento de higiene, conversando com a criança sobre o que está fazendo, c
  • onseqüentemente aproveitando para lhe mostrar a escova, a toalhinha e a “necesserie”


  • Após, lavar a escova, enxugá-la e “convidar” a criança a guardar tudo na “necesserie”.

  • O educador continua realizando a higiene. Contudo, passa a estimular a criança a manusear e explorar a escova, orientando quanto ao uso.

DICAS

  • Massagear a gengiva, auxiliando-a na erupção dos futuros dentes;

  • Familiarizar a criança quanto ao uso de escova e toalha de mão individual;

  • Sensibilizar a família quanto à importância da higiene bucal desde os primeiros anos de vida.

  • Iniciar essa atividade somente quando a criança já estiver adaptada ao CEI.

COMENTÁRIOS:

Devemos confessar que, a princípio, o impasse surgiu entre-nos duas: uma acreditando que era possível, devido à experiência no ano anterior no BII e a outra que pensava que ainda não era o momento, devido o inicio do ano letivo. Porém, após o período de adaptação das crianças, conseguimos entrar em um consenso.
Durante este período, observamos que as crianças apresentavam odores, sobras de leite e alimentos na boca. Isto nos levou a iniciar a higiene bucal.
Conversando com as famílias na hora da saída, percebemos que algumas não acreditavam na importância da higienização nessa faixa etária, entretanto, enviaram os itens solicitados.
Hoje, ficamos encantadas ao olharmos para as crianças e vê-las tentando escovar os seus dentes, guardar seus pertences e observamos que elas estão assimilando gradativamente o processo.
Esperamos que, com esse depoimento, mais educadores compartilhem da nossa proposta, pois nada muda se cada um não mudar e que quando se acredita no que se faz, as soluções vão surgindo e mostrando que o impossível é possível.






SEQÜÊNCIA DIDÁTICA - ESCOVAÇÃO DE DENTE





Professora: Francilene Pereira de LimaDuração: Durante o ano todo



Turma: BII - 2007

Objetivos:




  • Experiências de aprendizagem de higiene bucal e identidade

O que as crianças podem aprender:

  • Perceber a boca, os dentes e a língua;
  • Criar hábito de higiene bucal;
  • Organização e reconhecimento dos pertences


Seqüência Didática:

  • Na reunião de pais e mestres explicar como se dará o processo;
  • Na sala convidar as crianças ficar alinhado na frente do espelho para reconhecer a sua boca, dentes e língua, preferencialmente em grupos menores;

  • Roda de apresentação do kit “necesserie”

  • No momento de lavar as mãos e a boca após as refeições a educadora deverá convidar as crianças para vê-la escovar os dentes.
  • No segundo momento ela ficará atrás da criança orientando e auxiliando a escovação, sempre de frente ao espelho e a educador servindo como modelo.



  • Na aprendizagem do bochecho a educadora devera orientar e auxiliar criança, sempre servindo como modelo, utilizando a caneca para tal.

    Recursos:
  • Necesserie”

  • Escova de dente;

  • Toalha pequena;
  • Caneca

    Possíveis desdobramentos:
  • Narração de história;

  • Jogo simbólico: Ex:. Ser dentista, escovar os dentes da boneca

  • Exibição do filme: Dr Dentuço: A lenda do reino dos dentes;

  • Brincar de mímica e careta na frente do espelho.

Dicas:


  • No momento do convite de reconhecer a boca, os dentes e a língua é possível que algumas crianças se recusem, quanto mais lúdica for está situação maior será a aceitação da própria imagem;

  • Quando inicia a escovação de dentes é necessária uma organização dos educadores no sentido de proporcionar às demais atividades como manuseio de livros, cantar, ou brinquedos para que não haja um congestionamento no banheiro.

  • Não utilizar a escova de dente como material para atividades de pintura, pois a criança não consegue distinguir a função da mesma para atividades diferentes.

COMENTÁRIOS:


Eu e a professora Marly percebemos que as crianças tinham mau hálito.
Compartilhamos com as professoras Maria José e Tânia, que colaboraram para que a escovação acontecesse no período da manhã.
Foi uma experiência tão rica que a instituição incorporou-a para este ano, contemplando todas as crianças.Fico feliz e grata por compartilhar desta iniciativa com as demais educadoras, que reconheceram essa prática como possível, viável e muito importante, contribuindo com inúmeras possibilidades de experiências de aprendizagens

BIBLIOGRAFIA:

  1. MARIA CLOTHILDE ROSSETTI FERREIRA (ORG) et. Os Fazeres na Educação Infantil /. 5 ed. – São Paulo: Cortez, 2002

  2. SANTOS, LANA ERMELINDA DA SILVA (ORG). Creche e Pré-escola: Uma abordagem da saúde.– São Paulo: Artes Medicas, 2004

  3. ZABALZA, MIGUEL A. Qualidade em Educação Infantil/ Miguel A. Zabalza; Tradução Beatriz Affonso Neves. – Porto Alegre: Artmed, 1998.

  4. Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil/ Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: ilVolume 1: Introdução ; Volume 2: Formação Pessoal e social

  5. OLIVEIRA-FORMOSINHO, J., KISHIMOTO, T., PINAZZA, M. (Orgs.) (2007). Pedagogia(s) da Infância: Dialogando com o passado construindo o futuro. São Paulo: Artemed, 2007.

  6. OLIVEIRA FORMOSINHO J e KISHIMOTO T. M. (org.) Formação em Contexto uma estratégia de integração. São Paulo: Thomson, 2002.

  7. JUDIT FALK (org). Educar os três primeiros anos: a experiência de Lóczy. Araraquara: JM editora, 2004

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Homenagem equipe educadora

Vocês fazem a diferença

Nosso muito obrigado!

Equipe gestora

Redescobrir

Gonzaguinha

"Como se fora brincadeira de roda, memória

Jogo do trabalho na dança das mãos, macias

O suor dos corpos na canção da vida, história

O suor da vida no calor de irmãos, magia"

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domingo, 21 de setembro de 2008

Diretrizes de Acolhimento

O CEI Jardim Rodolfo Pirani tem como diretriz garantir um atendimento de qualidade capaz de propiciar boas condições de acolhimento dos nossos funcionários, crianças e as sua famílias de forma menos penosa possível para todos envolvidos no processo. Favorecendo a integração e o estabelecimento de vínculos afetivos e de segurança entre criança, família e educadores e buscando garantir o bem estar da criança, zelando por um atendimento individualizado.

Este processo se dará em três situações:




  • Quando a criança começa a freqüentar a instituição;

  • No caso de mudança de turma, remanejamento entre grupos e ou mudança dos adultos responsáveis;

  • No período que antecede o desligamento do CEI



PROCEDIMENTO





  • Formação da equipe educadora (todas as pessoas que trabalham direta e indiretamente com as crianças) para que todos compreendam o processo de acolhimento;


  • Para efetuar a matrícula será agendado: dia e horário, para que os pais sejam recebidos pela diretora da unidade, a responsável pela área de saúde e a coordenadora pedagógica. Após a matrícula poderá ocorrer o primeiro contato com o (a) professor (a) responsável pelo seu filho (a);

    OBS:


1. Quando a matrícula for para a criança iniciar no ano seguinte a família será comunicada das duas reuniões que acontecerão em janeiro e uma em fevereiro onde conhecerão as diretrizes da unidade e os educadores que ficarão com seus filhos durante o ano;
2. Quando a criança for ingressar durante o ano será passada todas as informações já no momento da matrícula e a família será conduzida para conhecer a unidade e os professores responsáveis pelo seu filho.



  • Neste primeiro contato com a instituição, a família receberá informações gerais sobre;

  • Atendimento, nossa concepção de educação e nossos objetivos;

  • Período de acolhimento:

  • Listagem com recomendações sobre roupa para a criança utilizar no CEI

  • Durante a matrícula será questionada informações sobre a criança, a família seus costumes e as expectativas dos pais



  1. No mês de janeiro será realizada uma reunião com a equipe gestora e pais cujas crianças estão sendo inseridas pela primeira vez na instituição, onde será apresentada a unidade e todos os informes burocráticos;

  2. No primeiro dia de retorno dos educadores será realizado um acolhimento para os mesmos;

  3. Será realizada uma reunião pedagógica para que os professores possam ver as fichas de matrícula das crianças, fazer o planejamento do mês de acolhimento e preparar o ambiente;

  4. No mês de fevereiro deverá ser realizada uma reunião como todos os pais e com os professores, antes do início das atividades com as crianças, esta reunião será dividida em dois momentos:

    a. A primeira com a equipe gestora, a qual dará as boas vindas aos pais e apresentará o quadro de educadores que trabalharão com seus filhos, em seguida os pais deverão ser encaminhados às salas de seus filhos onde ocorrerá uma reunião com os professores;

    b. A reunião entre Pais e Professores deverá ter uma pauta onde destacará:



  • A importância da parceria entre a família e a instituição;

  • A importância do acolhimento;

  • A concepção de educação e de criança entendida pela equipe educadora;

  • Os combinados com os pais para o bom andamento do ano que se inicia;

  • O dia em que a família iniciará na instituição;

    No decorrer do ano caso seja necessário ingressar mais de uma criança no mesmo agrupamento é imprescindível que se estabeleçam datas pelo menos com uma semana de diferença, de forma a garantir a disponibilidade do (a) professor (a) para a criança e sua família. E todos educadores envolvidos deverão ser comunicados pela equipe gestora.



  • A inserção será realizada progressivamente por grupo, sendo que a criança iniciará em um período intermédiario ;

  • É de extrema importância que a mãe ou o pai esteja no primeiro dia com a criança e caso não seja possível ele (a) continuar até o final do período de acolhimento, será solicitado um familiar ou pessoa na qual a criança tenha uma referência;









  • Caberá aos professores do agrupamento avaliarem:

1) a necessidade da redução ou ampliação da permanência da família na instituição;


2) ampliação gradual da permanência da criança sem família na unidade.




  • Será solicitada a família que traga de sua casa um objeto de apego da criança (travesseiro, cobertor, brinquedo);


  • Ao final do período de acolhimento será realizada uma reunião com a coordenadora pedagógica a fim de sanar as possíveis dúvidas dos pais.


  • No período de acolhimento serão planejadas atividades que os pais possam interagir com os filhos e que facilite o estabelecimento de vínculo afetivo com o (a) professor (a) tais como: canto de livre escolha, roda de leitura, roda de narração de histórias, parque, atividades ao ar.




  • Nos últimos meses do ano serão agendadas visitas nas EMEIs ao entorno para que as crianças possam familiarizar-se.


ESTRATÉGIAS



Árvore do desejo. Nesta arvore a equipe educadora e os pais são convidados a fazer um bilhete colocando seu desejo para o ano.



2. Solicitar aos pais que escrevam uma carta dirigida ao seu filho (a) escrevendo o que ele espera que ocorra na sua vida durante o ano na instituição;





3. Realizar pintura do muro (pais e filhos);








      4. Na primeira reunião de pais os professores (as) poderão utilizar apresentar painel de fotos ou vídeo mostrando a rotina da unidade ênfase ao binômio indissociável de cuidar e educar

    Formar para Trans – Formar - Ação

    Estratégia Formativa

    Objetivo:

    • Ampliar o universo cultural
    • Apresentar possibilidade de dialogo entre as diversas linguagens



    Exposição: Amado, Jorge Amado

    Curadoria: Mônica Hernandes

    Visitação
    22 agosto a 12 de outubro de 2008
    Entrada franca


    Caixa cultural São paulo
    Praça da Sé, 111
    Terça a domingo, das 9 ás 21h


    Na perspectiva de ampliação do universo cultural e apresentar possibilidades de diálogos entre as diferentes linguagens, os educadores do Centro de educação Infantil “Jardim Rodolfo Pirani” visitou no último dia 18 de setembro a exposição: “Amado, Jorge Amado”.
    Sobre a curadoria de Mônica Hernandes, que segundo a arte educadora Daniela tem em sua historia de vida permeado pelas obras do autor, convidou 13 artistas plásticos para representar a vida e obra do autor e dessa forma suscitar a curiosidade das pessoas a conhecê-la.






    Seqüência formativa:

    1. Visita previa da formadora em serviço (coordenadora pedagógica) para conhecer a exposição e colher o maior número de informações sobre a mesma.
    2. No horário de formação apresentar o folder aos educadores, contar um pouco do que eu vi e pensei sobre a mesma e levantar conhecimentos prévios sobre a vida e obra do autor;







    3. Apresentação da obra de Jorge Amado, ler trechos ou tecer comentários sobre a mesma para que os educadores pudessem se apropriar do universo do artista,
    Títulos escolhidos:
    • O menino Grapiúna


    • A morte e a morte de Quincas Berro D’água


    • Tereza Batista


    • Mar Morto


    • Gabriela Cravo e canela


    • Farda Fardão Camisola de Dormi


    • O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá





      4. Todos os livros ficaram a disposição para manuseio e empréstimo;
      5. Todo inicio de formação levar para de trechos das obras ou biografia do autor como disparador de conversa estimulando troca de informação entre os educadores






      6. Vídeo: História de Salvador – TV Escola;
      7. Visita a exposição
      8. Retornando a unidade conversar sobre a exposição e levantar como está visita pode enriquecer a exposição da unidade.



    A visita



    A visita monitora pela arte educadora Daniela, dividiu-se em duas partes, a primeira sendo a visitação propriamente dita e num segundo momento uma oficina.
    A arte educadora trouxe muitos informações sobre a obra de Jorge Amado, as técnicas que os artistas utilizadaram e conversou muito com a equipe educadora sobre da simbologia usada pelos mesmos .



    A proposta da oficina foi a partir de uma história sobre o mar o grupo poderia utilizar qualquer técnica para representá-la.

    Os grupos foram subdivididos em cinco, sendo que uma pessoa poderia criar ou contar um fato que viveu envolvendo o mar e em seguida discutiriam qual técnica seria utilizada e iniciaram a representação.




    Apresentação da oficina








    "Sonho que se sonha só,


    É só um sonho que se sonha só,


    Mais sonho que sonhamos juntos é realidade"


    Raul Seixas

    Mercado Municipal: Fátima, Vilma, Sarina, Cristina e Monalisa

    Francilene, Marli, Odete, Goreti

    Sarina, Sylvia, Goreti

    Video com a apresentação da Oficina

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    Caixa Mágica

    Empréstimo de livros



    A equipe educadora do Centro Educação Infantil Jardim Rodolfo Pirani entende que o papel de uma instituição de ensino é sistematizar as informações para gerar novos conhecimentos.
    Os empréstimos visa através de contato com os livros: favorecer e fortalecer o vínculo afetivo, estabelecer co-responsabilidade da família com a educação formal, incentivar a criação de uma comunidade leitora.



    PROCEDIMENTOS



    I. Deverá ocorrer parceria entre os professores do agrupamento no processo de:

    1. Escolha dos livros respeitando os seguintes critérios:
    Faixa etária;
    Qualidade dos textos e ilustrações;
    Estado de conservação do livro.

    2. Envio no período da tarde e recebimento no período da manhã;

    3. Conscientização e combinados com a família enfatizando a importância e o compromisso para garantir de fato a leitura e a conservação do livro;

    II. Reunião com os pais onde serão abordados os objetivos e elaborados os combinados;

    III. Todo o último dia útil da semana será entregue os livros e no primeiro dia útil da semana seguinte serão recebidos os mesmos;
    IV. Cada criança escolherá o livro que levará para casa, em caso de conflito o professor será o mediador;



    ESTRATÉGIA

    I. Utilizar recipiente para que os livros sejam transportados (sacola ou pasta);


    II. Na inicio das ações é importante que sejam realizadas rodas de conversa diária com as crianças enfatizando o cuidado com os livros;

    sexta-feira, 12 de setembro de 2008

    Caixa Mágica

    Relato de prática - empréstimos de livros


    Professora Elaine da Silva Dias 1º estágio


    Ao retornarmos do parque iniciamos a roda para apresentação dos livros emprestados para as crianças levarem para casa no fim de semana.
    Como estratégia, reapresentei os livros previamente escolhidos fazendo um breve relato sobre a história, além de citar o nome dos autores e ilustradores.
    Rafael, 3 anos e 6 meses, escolheu o livro ” A grande jogada”, neste momento João 3 anos e 8 meses comentou:
    - Não leva esse não que é chato, é muito chato!
    Nesse momento Robert, 3 anos e 6 meses, que raramente fala, disse:
    - Mas eu gostei. Foi meu pai quem leu!
    Deixei que eles colocassem os seus pontos de vista. Rafael levou o livro.
    Essas falas me surpreenderam, pois além de evidenciarem a ampliação do vocabulário através da coerência no diálogo, esta foi a primeira vez que uma das crianças manifestou não a gostar de um dos títulos, demonstrando assim suas preferências de maneira critica e ao mesmo tempo não intimidou Robert ou Rafael em expressar suas opiniões.

    quarta-feira, 27 de agosto de 2008

    Ler para que?

    Como fazer para tornar a leitura de crônicas significativas para adolescentes?
    Foram essas as inquietações que levaram a Professora Ana Maria Toseti a propor aos seus alunos adaptarem as crônicas para a linguagem teatral.
    Os alunos leram muitas crônicas de diversos autores como Luis Fernando Veríssimo, Walcyr Carrasco, Lêdo Ivo , Affonso Romano de Sant'Anna e outros tantos.
    A turminha da 7ª B interessou-se pela obra O nariz de Luis Fernando Veríssimo e resolveu adaptar a crônica “Peça infantil” para o modo dramático e encená-la.
    Após tantas leituras e releituras, escritas e reescritas, ensaios e reuniões o “grupão” (assim denominado uma vez que quase toda a classe participou desse mesmo trabalho) apresentou-se para a escola e, também, para os pais num evento chamado “O dia de quem cuida de mim”, destinado a mostrar para a comunidade os trabalhos desenvolvidos na U E por seus pupilos.



    Espetáculo pronto, veio o convite:
    - Vocês não querem apresentar no Centro de Educação Infantil Jardim Rodolfo Pirani?
    - Para os bebês?
    - Sim, porque não!



    No dia 04 de Agosto de 2008 os alunos da EMEF apresentaram seu trabalho no CEI, como diria a professora Ana Maria, para os “pitoquinhos”.
    Público muito criterioso aplaudiu ao final da apresentação.
    Um sucesso!

    Obrigado a Professora Ana Maria Toseti e aos alunos Welerson, Eduardo Beserra, Matheus, Vinicius, Larissa, Camila, Alana, Hellen, Wendel, Gabriela, Isabely, Jaqueline, Higor, Murilo, Kelvin, Ana Claudia, Mônica, Lucas de Camargo e Jéferson da 7º série B da EMEF Cláudio Manoel da Costa.

    Para saber mais sobre o trabalho da EMEF Claudio Manoel da Costa acesse o blog: http://glaucestesaturnio.blogspot.com/

    sexta-feira, 22 de agosto de 2008

    EMEI Rumi Oikawa

    PROMEVENDO UMA CULTURA DE PAZ ENTRE AS NAÇÕES ATRAVÉS DOS ESPORTES.

    Bete Godoy
    Este trabalho está relacionado também a AGENDA 21 DA EMEI RUMI e promoveu situações:
    *leitura de gênero textual ( informativo, ligados as ciências, história a geografia)A literatura infantil não foi o ponto de partida ela apareceu como complementar.
    *pesquisa
    *brincadeiras a partir das modalidades
    *brincadeiras com materiais diversos
    *assistiram a abertura das olimpíadas (gravamos em DVD) e outros vídeos
    Produção final: O mural




    Os demais trabalhos foram expostos pela escola e todos os períodos puderam compartilhar das produções realizadas pelos colegas.
    Outras pessoas participaram deste trabalho já que construiram objetos para as mesas do refeitório.
    As crianças ficaram empolgadas em explicar para as mães a exposição nos momentos de entrada e a saída o período.

    terça-feira, 19 de agosto de 2008

    Reunião de Pais 1º estágio

    video

    A reunião realizada no dia 19 de Agosto aconteceu no CEI as 07h30, compareceram 17 dos 18 pais ou responsáveis pela crianças.

    Ficamos muito felizes com a participação de todos

    O nosso muito obrigado!

    terça-feira, 12 de agosto de 2008

    Seqüência Didática - Escovação de dente



    Professora: Francilene Pereira de Lima
    Duração: 2 meses

    Turma: BII

    Objetivos:


    Experiências de aprendizagem de higiene bucal e identidade

    O que as crianças podem aprender:
    • Perceber a boca, os dentes e a língua
    • Porque é importante escovar os dentes;
    • Organização e reconhecimento dos pertences



    SEQÜÊNCIA DIDÁTICA:


    1. Seqüência didática de lavar as mãos e boca;


    2. Convidados a ficar alinhado na frente do espelho para reconhecer a sua boca, dentes e língua;


    3. Roda de apresentação do kitnecesserie


    4. Utilizar fantoches para a narração de história. Ex:. Dona Escova e a Comadre Alice - Os Fazeres na Educação Infantil / Org. Maria Clothilde Rossetti Ferreira et. 5 ed. – São Paulo: Cortez, 2002
    5. Brincar de escovar os dentes (faz de conta);
    6. No momento de lavar as mãos e a boca após as refeições a professora deverá convidar as crianças para vê-la escovar os dentes.
    7. No segundo momento ela ficará atrás da criança e auxiliará a escovação, sempre de frente ao espelho.
    Recursos:
    Necesserie
    Escova de dente;
    Toalha pequena;
    Caneca

    Possíveis desdobramentos:

    1. Narração de história;

    2. Jogo simbólico;

    3. Exibição do filme: Dr Dentuço: A lenda do reino dos dentes

      Avaliação:
      Tem como caráter diagnóstico com o propósito de acompanhar o desenvolvimento da criança. Cabe uma reflexão após as ações para um replanejamento das mesmas sempre que necessário, lembrando que cada criança tem um tempo de aprendizagem diferente. A conversa entre os professores da manhã e da tarde dará um parâmetro de como as crianças estão assimilando a seqüência didática.

      Dicas:
      1. No momento do convite de reconhecer a boca, os dentes e a língua é possível que algumas crianças se recusem, quanto mais lúdica for está situação maior será a aceitação da própria imagem;
      2. Brincar de mímica e careta na frente do espelho
      3. Durante a brincadeira de faz de conta à escova de dente não vai à boca e não é utilizada a água, uma possibilidade que isso ocorra é utilizar os cantos como organização de espaço;
      4. Quando inicia a escovação de dentes é necessária uma organização dos professores no sentido de proporcionar às demais atividades como manuseio de livros, cantar, ou brinquedos para que não haja um congestionamento no banheiro.


    Muito importante: Nesta faixa etária não utilizamos pasta de dente, através de pesquisas realizadas, constatamos que a Sabesp já coloca na água a quantidade necessária de flúor.

    A utilização do mesmo pode causar uma doença chamada fluorose (manchas no dente) e normalmente a pasta sem flúor é muito cara.

    Bibliografia:

    1. Maria Clothilde Rossetti Ferreira (org) et. Os Fazeres na Educação Infantil /. 5 ed. – São Paulo: Cortez, 2002

    2. Santos, Lana Ermelinda da Silva (org). Creche e Pré-escola: Uma abordagem da saúde.– São Paulo: Artes Medicas, 2004

    3. Zabalza, Miguel A. Qualidade em Educação Infantil/ Miguel A. Zabalza; Tradução Beatriz Affonso Neves. – Porto Alegre: Artmes, 1998.

    4. Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil/ Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: ilVolume 1: Introdução ; Volume 2: Formação Pessoal e social

    5. São Paulo (SP), Secretária Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientações Curriculares: Expectativas de Aprendizagem e Orientações Didáticas/ Secretária Municipal de Educação. – São Paulo: SME/DOT, 2007

    sexta-feira, 25 de julho de 2008

    FORMAR PARA TRANS – FORMAR – AÇÃO

    Os educadores do CEI Jardim Rodolfo Pirani a partir das propostas de formação (ampliação do universo cultural e o Projeto de Ação: “Era uma vez...” Das rodas de história as rodas de conversa.) visitaram no dia 25 de Julho a Exposição Mundo Livro realizada no SESC Santo André.
    A curadora Anne Vidal propõe uma ampla exposição sobre literatura infanto-juvenil, compostas por espaços convidativos à fruição do repertório literário disponibilizado por meio de livros, imagens, objetos e recursos tecnológicos.


    Não se preocupe caso se perca em uma ou outra história... elas são tantas... e muitas até contraditórias.

    Ah... o espaço da escuta...nele as palavras se reinventam

    Aconchegadas na Tenda da oralidade são saboreadas por ouvidos bem atentos, desejos de replicar as histórias ou ainda torná-las habitantes de outro mundo....
    Se tiver espírito desbravador, percorra os Caminhos da Escrita. Lá encontrará curiosidades sobre a história do livro

    Maiores informações no site http://www.sescsp.org.br/sesc/
    Visitação de 12 de julho á 31 de agosto - Entrada gratuita

    domingo, 29 de junho de 2008

    Hora de compartilhar 2008

    Hora de compartilhar em 2008 tem como meta repensar no espaço, tanto da questão de organização quanto a estética, oferecer as crianças a utilização de talheres (garfo, faca e colher), utensílios de vidro (prato, copo, jarra) e permitir que eles possam ter autonomia na escolha dos alimentos. Olha a competência da Emilly Alves Saquete (MGA) 2 anos e 8 meses

    Pensar em um ambiente que convide a sentir prazer em degustar os alimentos, conversar com os amigo.
    MGA Ismael (2 a 8 meses), Eliseu (3a 5 meses) Natalia (2a 8 meses)

    - Vocês enlouqueceram estamos falando de crianças de até 3 anos!
    Olha que lindo segurando a colher !!!

    - Não enlouquecemos não! Acreditamos que elas são competentes .


    Quem chega hoje em nosso CEI e vê os momentos de refeição deve pensar, como pode?

    Não isso não é nada fácil, mexe com crenças, valores de todos os envolvidos.
    A disposição dos cadeirões, a possibilidade da educadora olhar para as crianças no mesmo nivel, a possibilidade da criança ver o que o amigo faz e porque não até conversarem neste momento (do jeito deles, é claro!).
    BI crianças de 1 ano e 2 meses a 1 ano e 3 meses
    Se por um lado o desafio é grande por outro, cada dia que passa me sinto lisonjeada por fazer parte dessa equipe que faz a diferença.


    Obrigado a todos!
    Assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FCdDKDP7RYU

    Para saber mais sobre o processo deste projeto
    Revista Avisa -lá , nº 34. Abril/2008