quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

DRE Guaianases realiza III Jornada de Educação e Cultura

O objetivo da jornada foi levar os educadores a refletirem e dialogarem sobre o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”


No dia 25 de novembro, aconteceu na Diretoria Regional de Educação (DRE) Guaianases a “III Jornada Regional de Educação e Cultura” com o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”. O evento é organizado pela DRE Guaianases e contou com a participação de mais de 400 profissionais da educação (Diretores de Escola, Coordenadores Pedagógicos, Professores, Quadro de Apoio).

O objetivo da jornada foi levar os educadores a refletirem e dialogarem sobre o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”, por meio dos relatos de práticas pedagógicas.

A jornada foi iniciada com as apresentações culturais das Escolas Municipais de Educação Fundamental (EMEFs), Conjunto Habitacional Barro Branco II C, Claudia Bartolomazzi, Saturnino Pereira e a EMEF do CEU Inácio Monteiro. Além da exibição de pôsteres dos Trabalhos Colaborativos de Autoria (TCAs).
 

Durante o dia os educadores aprenderam sobre a construção de parques sonoros e técnicas de jardinagem. O evento foi finalizado com duas palestras, a primeira sobre “Formação continuada com equipes técnico-pedagógicas: desafios diante da implantação do Programa Mais Educação São Paulo”, ministrada pelo Prof. Dr. Cristovam da Silva Alves e pela Supervisora Escolar Lucimeire Cabral de Santana e a segunda com a temática “Quem tem medo da descolonização? Apontamentos e reflexões étnico-raciais no contexto da DRE Guaianases”, ministrada pelo Prof. Dr. Christian Fernando dos Santos Moura.



 As considerações finais ficaram a cargo do Diretor Regional de Educação da DRE Guaianases, Edson Luis Amário, que apresentou a 2a Edição da Revista Diálogos Pedagógicos, uma publicação desenvolvida pela DRE Guaianases com o objetivo de auxiliar os educadores em suas práticas de ensino.
 
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

“Novas reflexões: Infância e Alimentação”


No dia 21 de novembro a Comissão de Aprimoramento Profissional (CAP) da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE) promoveu o 4º encontro do Ciclo de Palestras “Novas reflexões: Infância e Alimentação” no auditório do Sindicato dos Comerciários. O encontro visou à atualização dos profissionais da CODAE nos temas “Nutrição comportamental na infância e práticas pedagógicas em alimentação na educação infantil”.

A Nutricionista da CODAE, Carla Massuia, deu início às palestras contextualizando os fatores que influenciam as escolhas alimentares, dentre eles a disponibilidade dos alimentos, o poder de aquisição, as preferências, as crenças e a cultura alimentar. Abordou que o comportamento alimentar é formado desde a gestação e principalmente durante a infância, por isso tal fase é fundamental para o desenvolvimento de hábitos saudáveis duradouros.

Carla ressaltou o papel da família e da escola na construção do comportamento alimentar da criança compartilhando estratégias que promovem a descoberta de sabores e dos alimentos. Segundo ela “às vezes a expressão facial e a reação dos adultos ao oferecer novos alimentos para as crianças pode induzir a aceitação ou não dos mesmos”.

Complementando as discussões do dia a pedagoga Maria Cristina dos Santos, que atua na Diretoria Regional de Educação (DRE) Guaianases abordou as estratégias pedagógicas para desenvolver a temática alimentação na Educação Infantil. Apresentou boas experiências que trabalham a alimentação dentro da rotina da unidade e permitem a aproximação dos bebês e das crianças com os alimentos in natura.

Maria Cristina comentou a importância das escolas terem ambientes adequados para que as crianças realizem as refeições de maneira autônoma, agradável e que permita a socialização entre seus pares, sempre com suporte e incentivo positivo dos educadores. Ressaltou que pais, funcionários e equipe gestora devem estar sensibilizados sobre a alimentação escolar, para isso é imprescindível a parceria entre a CODAE e as unidades.

domingo, 6 de novembro de 2016

Parques Sonoros

Michele Meira


O Projeto Parques Sonoros, que faz parte do Programa São Paulo Carinhosa, ofereceu ao longo dessa gestão oportunidades de os professores refletirem sobre a potencialização de aprendizagens de bebês e crianças.
Partindo do princípio do Currículo Integrador que entende o ambiente como segundo educador trouxe a possibilidade de os educadores reverem seus ambientes e o transformarem de maneira que estimulem a livre exploração e, mais precisamente com esse projeto, pesquisem possibilidades sonoras.


Nem todas as unidades de Educação Infantil da cidade foram contempladas com um formador especialista em musicalização para acompanhar as formações nos horários coletivos, mas isso não desanimou os interessados. A região da DRE Guaianases foi a que mais se encantou pelas ideias e é a que mais tem Parques Sonoros montados.

Resultado de imagem para parque sonoro na educação infantil

Esses parques são na verdade,otimizados com diferentes instrumentos sonoros que cativam os bebês e crianças à experimentação. Esses instrumentos são confeccionados a partir de materiais de longo alcance, ou seja, aqueles que estão disponíveis no momento como tampinhas, panelas, latas, garrafas, pedrinhas,... e são organizados em murais sonoros, mobiles, cortinas,...o que a criatividade dos envolvidos permitir.

Resultado de imagem para parque sonoro na educação infantil

É importante lembrar que esses instrumentos devem ser ao mesmo tempo seguros e estimuladores, e requerem manutenção constante. Outra questão que necessita ênfase é que não se trata de “aula” ou “atividade de música”, portanto deve ser montado preferencialmente nos parques ou áreas externas para que nos momentos de brincadeiras espontâneas, bebês e crianças os explorem livremente. 
... “a música é uma experiência de vida em si mesma, que devemos tornar compreensível e agradável. É uma experiência do presente (...) devemos ajudar cada criança a vivenciar a música agora” (SWANWICK, 1990, p. 40).



Mini-histórias na perspectiva da Documentação Pedagógica

Michele Meira
Cristina Santos


“QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL PAULISTANA- TEMPOS, ESPAÇOS, MATERIAIS E INTERAÇÕES”

 
(...) “se a prática educativa tem a criança como um de seus sujeitos, construindo seu processo de conhecimento, não há dicotomia entre o cognitivo e o afetivo, e sim uma relação dinâmica, prazerosa de conhecer o mundo”.

Madalena Freire, 1983

Objetivos: 

  • Fomentar o diálogo sobre as concepções de criança, infância e currículo tendo como base a qualidade da Educação Infantil;
  • Consolidar ações formativas a respeito da construção de narrativas (mini histórias) como um dos instrumentos para reflexão coletiva na perspectiva da Documentação Pedagógica como abordagem para Educação Infantil.

Algumas considerações teóricas:

- EDWARDS Carolyn, GANDINI Lella, Forman George, “As cem linguagens da criança” ARTMED, 1999
- FOCHI, Paulo, “Mas os bebês fazem o que no berçário, hein?”, Porto Alegre, 2013

Resgate das concepções de criança, infâncias, perfil de Professor da Educação Infantil e Currículo Integrador e resgate conceitual da abordagem por Documentação Pedagógica.



Figura 2 – O processo de documentação como um ciclo de investigação - EDWARDS e GANDINI, 1999

“Uma vez que coletamos nossas observações, precisamos editá-las e prepará-las antes que possamos compartilha-las, discuti-las e interpretá-las. As anotações precisam ser cuidadosamente lidas e organizadas, os registros precisam ser transcritos e as transcrições precisam ser lidas e destacadas; As fotografias e os slides devem ser selecionados (em parte) e colocados em sequencias flexíveis; As fitas de vídeo precisam ser revistas para escolher os excertos que serão exibidos. Quando executamos essas tarefas preparatórias, estamos começando a pensar no que observamos e – entre outras experiências conscientizadoras- estamos percebendo com maior clareza a nossa forma de nos relacionarmos com as crianças.”
EDWARDS e GANDINI, 1999


 
"que documentamos representa uma escolha, uma escolha entre muitas outras escolhas, uma
escolha de que os próprios pedagogos estão participando (…) as descrições que fazemos e as
categorias que aplicamos assim como os entendimentos que usamos para extrair sentido do que
está acontecendo, estão imersos em convenções tácitas, classificações e categorias. Em suma, nós
co-construímos e co-produzimos a documentação como sujeitos e participantes ativos. Nunca há
uma única história verdadeira. ( DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003)"


 
Elementos da narrativa para construção de mini histórias: 

 Tempo

 Espaço

 Personagens

 Narrador

 Enredo
 
Deve constar:
 
·       Título
·       Introdução (com quem aconteceu? Quando? Onde?)
·       Trama / Clímax ( O que aconteceu? Como? Por que?)
·       Desenlace (Qual a consequência desse acontecimento?)

Escolhas feitas por Paulo Fochi para pesquisa:



Análise reflexiva de mini história do Ateliê Carambola e de produções das unidades participantes do encontro formativo. 

A partir do conceito de narrativas, analisar os elementos da construção a seguir : Ateliê Carambola
 
Concentração e inteireza

Giovanna, 3 anos e 10 meses, está erguendo e equilibrando uma construção.

É possível observar seus olhos fixos e profundos, cheios de atenção e expectativa- no bloco que, cuidadosamente, vai colocando sobre o antecessor.

Quais são as hipóteses de equilíbrio? Será que ficará estável, mesmo com um bloco a mais?


 As hipóteses de equilíbrio de Giovanna se confirmam; a construção cresce.
Cresce tanto que Giovanna precisa erguer-se sobre a cadeira para dar conta de seguir construindo, focada.


Uma vez desfeita a primeira construção, Giovanna concentra-se em refazer.
A repetição é importante, pois permite aprender conceitos, testar novas teorias, confirmar hipóteses.



Revista Caramboleira, 09/2016

Apreciação e análise das mini histórias
Paulo Fochi

O texto descreve a imagem?
O texto interpreta a imagem?
Qual a coerência entre o texto e a imagem?
O que se pode saber sobre as crianças
O que se pode saber sobre os adultos?
O que se pode saber sobre o entorno/contexto?
Fica evidente (no texto e imagem) algum salto conceitual das crianças neste material?
Apresenta o processo da criança a respeito do que ela está fazendo?
Tem compartilhamento das teorias provisórias das crianças?


Construção de narrativa/ mini história a partir do vídeo “Conquista” e três imagens selecionadas deste. Intervenções e apontamentos para reflexão sobre “progettazione”.

    

(…) escutar duas explicações contrárias, porém igualmente razoáveis do “mesmo” acontecimento (…). Nos leva a examinar como duas observações poderiam “ver” suceder as mesmas coisas e sair relatos muito diferentes daquilo que aconteceu.
Nos desperta.                                                                                                                             
 
Jerome Bruner


 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Série: Férias em São Paulo - Museus

MUSEUS DE SP PROMOVEM ATIVIDADES INFANTIS DURANTE AS FÉRIAS DE JULHO


Nathália Tourais 
redatora



Os museus da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo prepararam uma programação especial voltada para crianças no mês das férias de julho. Oficinas, brincadeiras, contação de histórias e exposições são destaque.


MUSEU CATAVENTO 

A companhia de teatro BuZum! se apresenta nos dias 7, 8, 9 e 10 de julho (quinta a domingo), com sessões entre 10h e 16h. Do dia 15 a 17 de julho, das 9h às 17h, as crianças participam da atividade Na Pista Certa, que aborda o conceito de trânsito, sinalização viária e importância das regras de convivência de valores; Já o Viver com Saúde, que tem como mote a importância da alimentação saudável, conta com sessões entre 13 e 17 de julho (quarta a domingo), das 11h30 às 14h30. Sucesso de público, Química em Show fará experimentos diversos de 19 a 31 de julho, às 10h30, 12h e 14h.
Haverá também a oficina de Experimentos Científicos nos dias 16 e 17 de julho, “LIGHT PAINTING – desenhando com a luz” de terça a sexta: (10h, 11h, 14h e 15h) e de sábado e domingo (10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h) e Estúdio de TV – Programação Mata Atlântica, para os visitantes serem repórteres de aventura no Estúdio de TV do Catavento por um dia, com sessões às 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h e 16h. 
Serviço
Endereço: Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP.
Telefone 11 3315-0051
Funcionamento: De terça a sábado, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h).

MUSEU DA IMIGRAÇÃO

De 6 a 31 de julho, as crianças poderão visitar o espaço Mundo de Brincar. Haverá também um cantinho da leitura com atividades educativas de quarta a domingo, das 11h às 17h. Já no dia 26, às 15h, haverá apresentação teatral "Cartas Libanesas" em celebração ao Dia do Avô. 
Serviço
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316, no bairro da Mooca, em São Paulo.
Telefone (11) 2692-1866 
Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados das 10h às 17h.

PINACOTECA DE SÃO PAULO



Aos sábados e domingos, a Pinacoteca realiza duas atividades: o JogaJunto e o Pinafamília, ambas das 11h às 15h. Ainda no mês de julho, a Educateca disponibilizará também empréstimo de jogos, basta deixar um documento de identificação com foto no Museu. I
Serviço
Endereço: Praça da Luz, 02 – Luz, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3324-1000 
Funcionamento: Quarta a segunda das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

PAÇO DAS ARTES

A programação Paço Criança - Oficina de Performance  será realizada todas as  quartas-feiras de julho, das 14h às 17h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Destinada ao público infantil (de 7 a 10 anos), a ação visa introduzir a linguagem da performance para crianças, tendo como referência de pesquisa a exposição ISSOÉOSSODISSO, de Lenora de Barros. 
Serviço
Endereço: Rua Três Rios, 363, Bom Retiro - São Paulo/SP
Telefone (11) 3222-2662 / 3221-4704 

MUSEU DA ARTE SACRA


Nos sábados de julho, serão realizadas oficinas de desenho como recordação da visita, de acordo com a temática. A atividade é livre para todos os públicos. 
Serviço
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz , São Paulo – SP
Telefone (11) 3326.3336 
Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 17h

CASA DAS ROSAS

As tardes de domingo serão repletas de contação de histórias como “Histórias para enganar a morte” (03 de julho), “É Hora da História”, (17 de julho) e “Grimmistórias em tons de ouro”, (24 de julho). O horário é fixo às 15h.  Adultos e crianças serão levados a viajar pelas narrativas dos contos. 
Serviço
Endereço: Av. Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô, São Paulo – SP
Telefone (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447 
Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h; Domingos e feriados, das 10h às 18h.

MIS-SP


O MIS organiza uma Super Maratona Infantil nos dias 2 e 3 (sábado e domingo), das 10h às 17h, com espaço para troca de figurinhas, oficina de jogos antigos, oficina de terrário, contação de histórias e teatro. Para participar, é necessário retirar ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria do Museu. 
Serviço
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Telefone (11) 2117 4777 
Funcionamento: Horários de funcionamento geral: terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h

MUSEU AFRO BRASIL


O museu organiza uma série de atividades e brincadeiras. As Brincadeiras do Congo ocorrem às terças e quintas, com sessões às 11h30 e às 15h30 e de quartas e sextas, às 9h30 e às 13h30, tendo como ponto de partida as visitas mediadas à exposição de longa duração. Dia 2 de julho (sábado), às 10h30, terá a visita Kotambola ya bana, para explorar o acervo de maneira lúdica.
Já no dia 30 de julho (sábado), às 11h, é a vez da contação de histórias africanas ou afro-brasileiras "Aos Pés do Baobá". Já às 14h, o Museu promove a oficina Bingana, onde a matéria-prima é a palavra, para refletir sobre provérbios apresentados em três línguas: português, quicongo e lingala (línguas faladas no Congo). Mais informações no site do museu.  
Serviço
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera - Portão 10 (acesso pelo portão 3) , São Paulo – SP
Telefone: 55 11 3320-8900
Funcionamento: Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18hs.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA

Com programação voltada para os jovens e adultos , o Museu-Casa traz a oficina Caderno de memórias, no domingo, 3 de julho, às 14h30. Os participantes serão estimulados a criar seu próprio diário, a partir de uma conversa com e sobre as próprias memórias individuais e coletivas.
Já o curso de tradução de letras de Rap Estadunidense será ministrado às terças-feiras, 12, 19 e 26, e quinta-feira, 28 de julho, das 14h às 17h. Os participantes traduzirão letras das músicas e cada tradução revelará novos desafios e possíveis soluções. Não é necessário domínio da língua inglesa para participar das aulas: serão fornecidas traduções literais de cada letra a ser trabalhada. Mais informações no site do espaço.
Serviço
Endereço: Rua Macapá, 187, Pacaembu , São Paulo – SP
Telefone: (11) 3673-1883 / 3672-1391 
Funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 18h.

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA



Todos os domingos de julho, das 15h às 16h30, o espaço recebe apresentações da peça teatral “E nós que amávamos tanto a revolução”, do grupo Opine Produções Artísticas e Kamaleoa Juntó. O espetáculo aborda a forma realista de situação dos presos políticos durante a ditadura militar no Brasil. 
Serviço
Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz - Auditório Vitae – 5º andar, São Paulo – SP
Telefone: (011) 3335-4990
Funcionamento: Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10 às 18h

MUSEU DO FUTEBOL

O museu realiza atividades para as crianças brincarem de ser atletas olímpicos. Bolas, instrumentos esportivos, mesa de pingue-pongue e até um pódio com medalhas para brincar de ser campeão e entrar no clima do maior evento esportivo do mundo. 
Serviço
Endereço: Praça Charles Miller, s/nº - Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu - São Paulo-SP
Telefone (11) 3664-3848 
Funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 17h (Bilheteria até às 16h). Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h (bilheteria até às 17h)
Site: Guia da semana

sábado, 2 de abril de 2016

Gripe H1N1, o que a Escola precisa saber

GRIPE H1N1 - CRECHE SEGURA

Gripe H1N1, o que a Escola precisa saber

 O que é a gripe?
A gripe a é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A OMS estima que cerca de 1,2 bilhões de pessoas apresentam risco elevado para complicações da influenza: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica

Entendendo os tipos de vírus:

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a influenza acomete 5 a 10% dos adultos e 20 a 30% das crianças, causando 3 a 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos
A doença pode ser causada pelos vírus influenza A (H1N1), B e C.
Os vírus A(H1N1) e B apresentam maior importância clínica; estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas do tipo B.
Os tipos A (H1N1) e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam condições e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão ocorre principalmente através do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou mãos e objetos contaminados por secreções.
É muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade dos contatos entre pessoas de diferentes faixas etárias.
A transmissão também é elevada em aviões, navios e outros meios de transporte coletivo, onde são frequentemente registrados surtos de influenza A (H1N1) e B que acometem passageiros e tripulantes.
As pessoas infectadas pela influenza suína podem ser consideradas potencialmente contagiantes durante todo o período em que manifestarem os sintomas e possivelmente por até 7 dias depois do início da doença.
As crianças, entre um e cinco anos, podem ser potencialmente contagiantes por períodos mais longos.
Também se comprovou que os vírus sobrevivem em superfícies como madeira, aço e tecidos por 8 até 48 horas.

Quais são os sintomas desta Gripe?

Os sintomas são similares aos sintomas da influenza humana comum, e incluem:
  • Febre
  • Tosse
  • Garganta inflamada
  • Dores no corpo
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Fadiga
  • Também pode causar uma piora de doenças crônicas já existentes.

Quando se preocupar com os sintomas?

É importante estar atento aos sintomas que requerem cuidados especiais:
  • Febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino
  • Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações
  • Irritação nos olhos
  • Tosse
  • Coriza (nariz escorrendo)
  • Cansaço
  • Inapetência (falta de apetite)
  • Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Recomendações Gerais de prevenção:

  • Evitar aglomerações e ambientes fechados
  • Intensificar a lavagem das mãos com água e sabão, principalmente após tossir e espirrar
  • Utilizar produtos a base de álcool para higienização das mãos também são recomendados
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar, jogando o lenço no lixo após o uso
  • Participar da campanha de vacinação, especialmente se fizer parte do grupo de risco
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo
  • Não compartilhar copos, talheres e outros objetos de uso pessoal
  • Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da influenza tipo A (H1N1).
 Texto retirado do site: http://www.crechesegura.com.br/

Dia do Índio: 10 sugestões de atividades para escolas

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19 de abril, Dia do Índio. É comum as escolas comemorarem a data fantasiando e pintando as crianças, à semelhança do que fazem na Páscoa. Sai o coelhinho, entra o índio. A figura indígena, abordada desta maneira, se torna tão irreal quanto um coelho gigante que traz ovos de chocolate em embalagens coloridas.
Preparamos algumas sugestões de atividades para tratar do tema sem preconceitos, estereótipos, romantismo ou nostalgia:

Por Lilian Brandt/AXA

1. Estude e repense seus (pre)conceitos

Mais importante do que promover uma atividade divertida, é estar bem informado. A reportagem especial“As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas” esclarece as afirmações mentirosas mais recorrentes e muitas delas provavelmente já foram contadas por professores e alunos. Confira e comece por aí!

2. Priorize informações sobre os indígenas na atualidade

Refletir sobre a história dos povos indígenas é muito importante, mas tenha sempre o cuidado de trazer outros pontos de vista, e não só o de Cabral. Muitos pesquisadores indígenas fazem suas próprias análises da história de seus povos e do contato com a nossa sociedade. Além do mais, é importante superarmos o pensamento de que “índio é coisa do passado”.
Portanto, além de trazer a história e enfatizar aspectos culturais, como festas e rituais, lembre-se de trazer questões atuais: uso de tecnologias (produção de vídeos e redes sociais, por exemplo) e a atuação política.

3. Valorize a diversidade de povos

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Muitas vezes os professores promovem atividades escolares com boas intenções, como pintar as crianças com duas linhas paralelas nas bochechas, colocar um cocar de brinquedo e dançar músicas em línguas que as crianças não compreendem. Estas atividades podem até trazer um sentimento positivo das crianças em relação aos indígenas, mas não trazem a realidade.

Temos no Brasil mais de 300 povos indígenas. A reprodução da imagem de um “índio genérico”, caracterizado por pinturas, vestimentas e aspectos físicos exclui diversas etnias e indivíduos, que por diversas questões não se enquadram neste padrão imaginário.
Não generalize. Lembre-se de evidenciar a diversidade de povos indígena e suas particularidades. Mostre também indígenas ressurgidos, de cabelo crespo, sem pinturas, universitários, etc. Traga exemplos reais e explique qual a etnia, onde está localizada e aspectos de sua cultura.

4. Convide indígenas para a escola

Qualquer atividade pode se tornar muito mais interessante se tiver a participação de indígenas. Convide-os para fazer uma palestra sobre suas vidas, seu povo,espiritualidade, conhecimento da natureza,produção artística ou o que eles desejarem!
O convidado indígena também pode fazer uma oficina de artesanato, pintura, culinária ou de brincadeiras tradicionais de seu povo.

5. Incentive-os a navegar

O site Povos Indígenas do Brasil – PIB Mirim, do Instituto Socioambiental (ISA), possui bastante material destinado à pesquisa escolar, divulgando informações com uma linguagem acessível ao público infanto-juvenil. Há também atividades interativas como a Aldeia Virtual, jogo online situado em uma aldeia no Cerrado brasileiro. Cada criança escolhe o avatar de um índio, podendo conversar com outros participantes e jogar, sempre aprendendo sobre as culturas indígenas.
Portal Índio Educa conta com diversos colaboradores indígenas, que trazem o olhar de diferentes povos sobre questões atuais. São pequenos textos, fotografias e vídeos que tratam de temas como cultura, história e atualidade. Há também vários textos para auxiliar os professores a trabalhar a temática indígena em sala de aula.

6. Faça um festival de cinema

Existe uma produção infinita sobre o tema, muitas delas feitas por indígenas. Sugerimos aqui os mais “clássicos”:

Índios no Brasil

É uma série produzida justamente para inserir adiscussão sobre histórias e culturas indígenas nas escolas. São 10 programasapresentados pela liderança indígena Ailton Krenak, cada um com cerca de 20 minutos.
Apesar de ter sido produzida há 10 anos, a série traz muitas questões atuais.A partir do olhar de nove povos indígenas, a série retrata a relação dessas etnias com a natureza, com o sobrenatural e com a sociedade brasileira. Os programas trazem também depoimentos de não-indígenas, especialistas e pessoas comuns.
Você pode baixar nos sites da TV Escola e Vídeo nas Aldeias
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O curta metragem Pajerama é sobre um indígena que está andando na floresta e de repente… (não vou contar para não perder a graça!). É uma animação linda, que possibilita refletir sobre a expansão do espaço urbano e o encontro com a nossa sociedade.

Pessoas de todas as idades podem gostar, e como não tem falas, pode ser especialmente interessante para crianças, inclusive as indígenas.


Das Crianças Ikpeng para o mundo


Um filme super fofo! Crianças Ikpeng apresentam sua aldeia, família, brincadeiras, festas e seu cotidiano. É um filme leve e instigante, pois o tempo todo elas perguntam para quem está assistindo sobre como é a sua vida, curiosas em conhecer crianças de outras culturas.


7. Fale de política

Estamos vivendo um momento tão terrível em relação aos direitos indígenas, que não dá para ignorar e mostrar só o lado “bonito” do tema.
O Dia do Índio foi instituído no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas, em 1943. A data faz referência http://www.axa.org.br/wp-admin/post-new.phpao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que ocorreu no México em 1940. Os índios não participaram nos primeiros dias do evento, mas no dia 19 de abril tiveram uma grande participação. Portanto, fale de participação, fale de mobilização, fale de luta!
Acompanhe a Mobilização Nacional Indígena e explique as principais reivindicações dos indígena

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8. Ouçam músicas indígenas

Talvez alguém ainda considere a possibilidade de tocar para as crianças as músicas “Vamos Brincar de Índio” da Xuxa e “Curumin Iê Iê” da Mara Maravilha. Outros mais sofisticados podem preferir “Um Índio” do Caetano ou “Índios” de Legião Urbana. Há ainda aquelas músicas “new age” com referências aos índios norte-americanos.

Mas independente de seu gosto musical, não toque somente músicas SOBRE indígenas, toque músicas DE indígenas. A Rádio Yandê toca diversas músicas de indígenas, além de programas informativos que abordam a realidade indígena.

9. Sirva comidas que aprendemos com os indígenas

Além de deliciosas e nutritivas, as comidas podem instigar um debate sobre a biodiversidade e o trabalho de agricultura e melhoramento genético que os indígenas fazem há milhares de anos. Que talbolo de milho, tapioca, pipoca e frutas nativas?

10. Torne a questão indígena interdisciplinar e contínua

Como já disseram Tim Maia e Jorge Benjor, antigamente “todo dia era dia de índio”. Não deixe que hoje ele só tenha o 19 de abril! A Lei 11.645/08, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, ressalta a importância de trazer as suas contribuições nas áreas social, econômica e política. Relacione o tema com os conteúdos de Português (temos diversas palavras em nosso vocabulário de origem indígena), Geografia (noção de território), História (contato, escravidão e lutas) e Ciências (conhecimento indígena da biodiversidade brasileira). Leve estas questões para a sala de aula ao longo do ano todo.

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Imagens:
Estudante indígena (em destaque): Portal Amazônia
Mulheres Tuxá (item 3): Jornal de Hoje
Sonia Guajajara (item 7): Kamikia Kisedje, em Mobilização Nacional Indígena
Criança (item 10): Moderna Educacional
Texto retirado na integra do site: http://www.axa.org.br/