domingo, 29 de janeiro de 2017

Escutar com os olhos:A invenção do educador da primeira infância



Maria Cristina dos Santos¹
Michele Correia Meira²

A Pedagogia para a Primeira Infância está “grávida de si mesma”. Parafraseando Mario Sérgio Cortella, a sensação que temos é que o currículo da Educação Infantil está ansioso para uma concepção que entenda bebês e crianças pequenas como seres potentes e capazes não só no campo das ideias, mas uma prática coerente a esta abordagem.
Pensar numa pedagogia da infância que contemple as especificidades de bebês e crianças visando à autonomia e autoria destes implica contextualizar historicamente a Educação Infantil. Esta completa 81 anos se levarmos em consideração a criação dos Parques Infantis de Mário de Andrade que oferecia uma extensão de atendimento, para além da escola, á crianças maiores cujos pais necessitavam trabalhar.
O atendimento de bebês de zero a três anos era oferecido apenas por entidades filantrópicas. Na década de 50, movimentos sociais passaram a exigir conveniamento do poder público “fato este que impulsionou os movimentos sociais a se organizarem para solicitar a criação de uma rede direta para o atendimento da população de creche” (FRANCO, 2009, p.32) o que ocorreu apenas em 1966 com a ampliação dos convênios por meio de uma programação específica na Secretaria de Bem Estar Social. Com a intensificação destes movimentos, na década de 1970 ampliou-se a construção de prédios da rede direta - neste período, sob a competência da Secretaria de Assistência Social (SAS), em caráter assistencialista. Os profissionais eram leigos (não possuíam graduação) e agiam por instinto ou levando em consideração sua experiência com os filhos. Tendo como foco higiene, saúde e alimentação.
Com a promulgação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 1996), creches e pré-escolas passaram a ser entendidas como a primeira etapa da Educação Básica. E com isso,a chegada dos professores exigiu práticas pedagógicas sistematizadas. Como a literatura da época para atendimento dessa faixa etária era escassa (apenas bibliografia estrangeira em outras línguas ou oriundas da puericultura e área da saúde) importou-se o que se entendia por educação do Ensino Fundamental adaptando o currículo para a pré-escolarização.
Durante muitas décadas a Educação Infantil (entendendo-se agora como CEI e EMEI na nomenclatura atual de São Paulo) foi praticada de modo a preparar a criança para a alfabetização e na maioria das vezes, a própria alfabetização antecipadamente. E isso ao mesmo tempo em que as mudanças da sociedade implicaram maior tempo dos bebês e crianças nos coletivos escolares e diminuição do tempo para brincar espontaneamente ao ar livre. Ou seja, a exploração de mundo, a pesquisa, os movimentos e interações tão importantes para o desenvolvimento e construção de identidade foram substituídos,tanto na escola quanto nos seus lares, por atividades restritas corporalmente.
Na busca desta nova pedagogia, o Programa Mais Educação São Paulo, por meio do Currículo Integrador das Infâncias vem estabelecer um diálogo com as abordagens de Reggio Emília (Itália) e de Emmi Pikler (Hungria), ressignificando-as de acordo com os diferentes contextos paulistanos. 
Nestes, entende-se as Unidades Educacionais como espaços coletivos “privilegiados”. Como conferimos na Normativa nº1/2013 p. 12:
“Na Educação Infantil as crianças têm direito ao lúdico, à imaginação, à criação, ao acolhimento, à curiosidade, à brincadeira, à democracia, à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à convivência e à interação com seus pares para a produção de culturas infantis e com os adultos, quando o cuidar e o educar são dimensões presentes e indissociáveis em todos os momentos do cotidiano das unidades educacionais”.
Portanto, exige-se a construção de um novo profissional da Educação Infantil que num processo de co-autoria, atua como observador participativo que “intervém para oferecer, em cada circunstância, os recursos necessários à atividade infantil, de forma a desafiar, promover interações, despertar a curiosidade, mediar conflitos, garantir realizações, experimentos, tentativas, promover acesso à cultura, possibilitando que as crianças construam culturas infantis” (Nornativa 1/2013 p.15).
Neste Currículo Integrador, é Imprescindível observar as crianças em atividade, com pouca ou nenhuma intervenção em determinados momentos, documentar o que se observa (fotografias, vídeos, áudios, registros escritos) construir narrativas coletivas a partir destes registros, repensar os espaços,materiais e planejar as próximas vivências de modo a potencializar as aprendizagens.
“A documentação pode ser entendida como reflexão coletiva sobre a vivência proposta, processo ligado à programação e à avaliação, à experiência, mas dotado de especificidades: a documentação não é o projeto, nem a experiência; é algo além,(...)um processo de reflexão sobre a prática e de formação contínua. (Marques, 2015)
Portanto, a poética de “escutar com os olhos”, além de dar visibilidade ao que acontece na unidade, permite uma flexibilidade no planejamento, reelaboração de vivências, levando em conta os novos saberes dos bebês, crianças e professores.
Ou seja, implica que cada professor se torne um pesquisador, um profissional reflexivo, o fio condutor entre as experiências vividas e uma discussão crítica sobre a prática para a construção desta tão ansiada Pedagogia para a Primeira Infância.


Franco. Dalva de Souza, “As creches na educação paulistana - 2002 a 2012”, Campinas, 2015.
Fochi. Paulo Sérgio, “mas o que os bebês fazem no berçário, hein?”Porto Alegre, 2013.
Marques. Amanda Cristina Teagno Lopes, “A Documentação Pedagógica no Cotidiano da Educação Infantil: Estudo de Caso em Pré-Escolas Públicas”, São Paulo, 2015.
São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Currículo Integrador da Infância Paulistana. São Paulo: SME/DOT, 2015.
_____________. Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientação normativa nº 01: Avaliação na Educação infantil : Aprimorando os Olhares – Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo: SME / DOT, 2014.


1     Maria Cristina dos Santos
Coordenador Pedagógico na EMEI Prof.ªDoraci dos Santos Ramos, Formadora na DIPED DRE-Guaianases Educação Infantil, Coordenadora no Instituto Para além do Cuidar
2
 Michele Correia Meira
Coordenador Pedagógico na CEU EMEF Prof. Dr. Paulo Gomes Cardim, Formadora na DIPED DRE-Guaianases Educação Infantil, Formadora no Instituto Para Além do Cuidar

Publicação: https://drive.google.com/file/d/0B2m1zvd5t_ijcFhtSV96dnNCLVE/view

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

DRE Guaianases realiza III Jornada de Educação e Cultura

O objetivo da jornada foi levar os educadores a refletirem e dialogarem sobre o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”


No dia 25 de novembro, aconteceu na Diretoria Regional de Educação (DRE) Guaianases a “III Jornada Regional de Educação e Cultura” com o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”. O evento é organizado pela DRE Guaianases e contou com a participação de mais de 400 profissionais da educação (Diretores de Escola, Coordenadores Pedagógicos, Professores, Quadro de Apoio).

O objetivo da jornada foi levar os educadores a refletirem e dialogarem sobre o tema “Integralidade dos sujeitos e seus contextos”, por meio dos relatos de práticas pedagógicas.

A jornada foi iniciada com as apresentações culturais das Escolas Municipais de Educação Fundamental (EMEFs), Conjunto Habitacional Barro Branco II C, Claudia Bartolomazzi, Saturnino Pereira e a EMEF do CEU Inácio Monteiro. Além da exibição de pôsteres dos Trabalhos Colaborativos de Autoria (TCAs).
 

Durante o dia os educadores aprenderam sobre a construção de parques sonoros e técnicas de jardinagem. O evento foi finalizado com duas palestras, a primeira sobre “Formação continuada com equipes técnico-pedagógicas: desafios diante da implantação do Programa Mais Educação São Paulo”, ministrada pelo Prof. Dr. Cristovam da Silva Alves e pela Supervisora Escolar Lucimeire Cabral de Santana e a segunda com a temática “Quem tem medo da descolonização? Apontamentos e reflexões étnico-raciais no contexto da DRE Guaianases”, ministrada pelo Prof. Dr. Christian Fernando dos Santos Moura.



 As considerações finais ficaram a cargo do Diretor Regional de Educação da DRE Guaianases, Edson Luis Amário, que apresentou a 2a Edição da Revista Diálogos Pedagógicos, uma publicação desenvolvida pela DRE Guaianases com o objetivo de auxiliar os educadores em suas práticas de ensino.
 
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

“Novas reflexões: Infância e Alimentação”


No dia 21 de novembro a Comissão de Aprimoramento Profissional (CAP) da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE) promoveu o 4º encontro do Ciclo de Palestras “Novas reflexões: Infância e Alimentação” no auditório do Sindicato dos Comerciários. O encontro visou à atualização dos profissionais da CODAE nos temas “Nutrição comportamental na infância e práticas pedagógicas em alimentação na educação infantil”.

A Nutricionista da CODAE, Carla Massuia, deu início às palestras contextualizando os fatores que influenciam as escolhas alimentares, dentre eles a disponibilidade dos alimentos, o poder de aquisição, as preferências, as crenças e a cultura alimentar. Abordou que o comportamento alimentar é formado desde a gestação e principalmente durante a infância, por isso tal fase é fundamental para o desenvolvimento de hábitos saudáveis duradouros.

Carla ressaltou o papel da família e da escola na construção do comportamento alimentar da criança compartilhando estratégias que promovem a descoberta de sabores e dos alimentos. Segundo ela “às vezes a expressão facial e a reação dos adultos ao oferecer novos alimentos para as crianças pode induzir a aceitação ou não dos mesmos”.

Complementando as discussões do dia a pedagoga Maria Cristina dos Santos, que atua na Diretoria Regional de Educação (DRE) Guaianases abordou as estratégias pedagógicas para desenvolver a temática alimentação na Educação Infantil. Apresentou boas experiências que trabalham a alimentação dentro da rotina da unidade e permitem a aproximação dos bebês e das crianças com os alimentos in natura.

Maria Cristina comentou a importância das escolas terem ambientes adequados para que as crianças realizem as refeições de maneira autônoma, agradável e que permita a socialização entre seus pares, sempre com suporte e incentivo positivo dos educadores. Ressaltou que pais, funcionários e equipe gestora devem estar sensibilizados sobre a alimentação escolar, para isso é imprescindível a parceria entre a CODAE e as unidades.

domingo, 6 de novembro de 2016

Parques Sonoros

Michele Meira


O Projeto Parques Sonoros, que faz parte do Programa São Paulo Carinhosa, ofereceu ao longo dessa gestão oportunidades de os professores refletirem sobre a potencialização de aprendizagens de bebês e crianças.
Partindo do princípio do Currículo Integrador que entende o ambiente como segundo educador trouxe a possibilidade de os educadores reverem seus ambientes e o transformarem de maneira que estimulem a livre exploração e, mais precisamente com esse projeto, pesquisem possibilidades sonoras.


Nem todas as unidades de Educação Infantil da cidade foram contempladas com um formador especialista em musicalização para acompanhar as formações nos horários coletivos, mas isso não desanimou os interessados. A região da DRE Guaianases foi a que mais se encantou pelas ideias e é a que mais tem Parques Sonoros montados.

Resultado de imagem para parque sonoro na educação infantil

Esses parques são na verdade,otimizados com diferentes instrumentos sonoros que cativam os bebês e crianças à experimentação. Esses instrumentos são confeccionados a partir de materiais de longo alcance, ou seja, aqueles que estão disponíveis no momento como tampinhas, panelas, latas, garrafas, pedrinhas,... e são organizados em murais sonoros, mobiles, cortinas,...o que a criatividade dos envolvidos permitir.

Resultado de imagem para parque sonoro na educação infantil

É importante lembrar que esses instrumentos devem ser ao mesmo tempo seguros e estimuladores, e requerem manutenção constante. Outra questão que necessita ênfase é que não se trata de “aula” ou “atividade de música”, portanto deve ser montado preferencialmente nos parques ou áreas externas para que nos momentos de brincadeiras espontâneas, bebês e crianças os explorem livremente. 
... “a música é uma experiência de vida em si mesma, que devemos tornar compreensível e agradável. É uma experiência do presente (...) devemos ajudar cada criança a vivenciar a música agora” (SWANWICK, 1990, p. 40).



Mini-histórias na perspectiva da Documentação Pedagógica

Michele Meira
Cristina Santos


“QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL PAULISTANA- TEMPOS, ESPAÇOS, MATERIAIS E INTERAÇÕES”

 
(...) “se a prática educativa tem a criança como um de seus sujeitos, construindo seu processo de conhecimento, não há dicotomia entre o cognitivo e o afetivo, e sim uma relação dinâmica, prazerosa de conhecer o mundo”.

Madalena Freire, 1983

Objetivos: 

  • Fomentar o diálogo sobre as concepções de criança, infância e currículo tendo como base a qualidade da Educação Infantil;
  • Consolidar ações formativas a respeito da construção de narrativas (mini histórias) como um dos instrumentos para reflexão coletiva na perspectiva da Documentação Pedagógica como abordagem para Educação Infantil.

Algumas considerações teóricas:

- EDWARDS Carolyn, GANDINI Lella, Forman George, “As cem linguagens da criança” ARTMED, 1999
- FOCHI, Paulo, “Mas os bebês fazem o que no berçário, hein?”, Porto Alegre, 2013

Resgate das concepções de criança, infâncias, perfil de Professor da Educação Infantil e Currículo Integrador e resgate conceitual da abordagem por Documentação Pedagógica.



Figura 2 – O processo de documentação como um ciclo de investigação - EDWARDS e GANDINI, 1999

“Uma vez que coletamos nossas observações, precisamos editá-las e prepará-las antes que possamos compartilha-las, discuti-las e interpretá-las. As anotações precisam ser cuidadosamente lidas e organizadas, os registros precisam ser transcritos e as transcrições precisam ser lidas e destacadas; As fotografias e os slides devem ser selecionados (em parte) e colocados em sequencias flexíveis; As fitas de vídeo precisam ser revistas para escolher os excertos que serão exibidos. Quando executamos essas tarefas preparatórias, estamos começando a pensar no que observamos e – entre outras experiências conscientizadoras- estamos percebendo com maior clareza a nossa forma de nos relacionarmos com as crianças.”
EDWARDS e GANDINI, 1999


 
"que documentamos representa uma escolha, uma escolha entre muitas outras escolhas, uma
escolha de que os próprios pedagogos estão participando (…) as descrições que fazemos e as
categorias que aplicamos assim como os entendimentos que usamos para extrair sentido do que
está acontecendo, estão imersos em convenções tácitas, classificações e categorias. Em suma, nós
co-construímos e co-produzimos a documentação como sujeitos e participantes ativos. Nunca há
uma única história verdadeira. ( DAHLBERG, MOSS e PENCE, 2003)"


 
Elementos da narrativa para construção de mini histórias: 

 Tempo

 Espaço

 Personagens

 Narrador

 Enredo
 
Deve constar:
 
·       Título
·       Introdução (com quem aconteceu? Quando? Onde?)
·       Trama / Clímax ( O que aconteceu? Como? Por que?)
·       Desenlace (Qual a consequência desse acontecimento?)

Escolhas feitas por Paulo Fochi para pesquisa:



Análise reflexiva de mini história do Ateliê Carambola e de produções das unidades participantes do encontro formativo. 

A partir do conceito de narrativas, analisar os elementos da construção a seguir : Ateliê Carambola
 
Concentração e inteireza

Giovanna, 3 anos e 10 meses, está erguendo e equilibrando uma construção.

É possível observar seus olhos fixos e profundos, cheios de atenção e expectativa- no bloco que, cuidadosamente, vai colocando sobre o antecessor.

Quais são as hipóteses de equilíbrio? Será que ficará estável, mesmo com um bloco a mais?


 As hipóteses de equilíbrio de Giovanna se confirmam; a construção cresce.
Cresce tanto que Giovanna precisa erguer-se sobre a cadeira para dar conta de seguir construindo, focada.


Uma vez desfeita a primeira construção, Giovanna concentra-se em refazer.
A repetição é importante, pois permite aprender conceitos, testar novas teorias, confirmar hipóteses.



Revista Caramboleira, 09/2016

Apreciação e análise das mini histórias
Paulo Fochi

O texto descreve a imagem?
O texto interpreta a imagem?
Qual a coerência entre o texto e a imagem?
O que se pode saber sobre as crianças
O que se pode saber sobre os adultos?
O que se pode saber sobre o entorno/contexto?
Fica evidente (no texto e imagem) algum salto conceitual das crianças neste material?
Apresenta o processo da criança a respeito do que ela está fazendo?
Tem compartilhamento das teorias provisórias das crianças?


Construção de narrativa/ mini história a partir do vídeo “Conquista” e três imagens selecionadas deste. Intervenções e apontamentos para reflexão sobre “progettazione”.

    

(…) escutar duas explicações contrárias, porém igualmente razoáveis do “mesmo” acontecimento (…). Nos leva a examinar como duas observações poderiam “ver” suceder as mesmas coisas e sair relatos muito diferentes daquilo que aconteceu.
Nos desperta.                                                                                                                             
 
Jerome Bruner


 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Série: Férias em São Paulo - Museus

MUSEUS DE SP PROMOVEM ATIVIDADES INFANTIS DURANTE AS FÉRIAS DE JULHO


Nathália Tourais 
redatora



Os museus da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo prepararam uma programação especial voltada para crianças no mês das férias de julho. Oficinas, brincadeiras, contação de histórias e exposições são destaque.


MUSEU CATAVENTO 

A companhia de teatro BuZum! se apresenta nos dias 7, 8, 9 e 10 de julho (quinta a domingo), com sessões entre 10h e 16h. Do dia 15 a 17 de julho, das 9h às 17h, as crianças participam da atividade Na Pista Certa, que aborda o conceito de trânsito, sinalização viária e importância das regras de convivência de valores; Já o Viver com Saúde, que tem como mote a importância da alimentação saudável, conta com sessões entre 13 e 17 de julho (quarta a domingo), das 11h30 às 14h30. Sucesso de público, Química em Show fará experimentos diversos de 19 a 31 de julho, às 10h30, 12h e 14h.
Haverá também a oficina de Experimentos Científicos nos dias 16 e 17 de julho, “LIGHT PAINTING – desenhando com a luz” de terça a sexta: (10h, 11h, 14h e 15h) e de sábado e domingo (10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h) e Estúdio de TV – Programação Mata Atlântica, para os visitantes serem repórteres de aventura no Estúdio de TV do Catavento por um dia, com sessões às 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h e 16h. 
Serviço
Endereço: Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP.
Telefone 11 3315-0051
Funcionamento: De terça a sábado, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h).

MUSEU DA IMIGRAÇÃO

De 6 a 31 de julho, as crianças poderão visitar o espaço Mundo de Brincar. Haverá também um cantinho da leitura com atividades educativas de quarta a domingo, das 11h às 17h. Já no dia 26, às 15h, haverá apresentação teatral "Cartas Libanesas" em celebração ao Dia do Avô. 
Serviço
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316, no bairro da Mooca, em São Paulo.
Telefone (11) 2692-1866 
Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados das 10h às 17h.

PINACOTECA DE SÃO PAULO



Aos sábados e domingos, a Pinacoteca realiza duas atividades: o JogaJunto e o Pinafamília, ambas das 11h às 15h. Ainda no mês de julho, a Educateca disponibilizará também empréstimo de jogos, basta deixar um documento de identificação com foto no Museu. I
Serviço
Endereço: Praça da Luz, 02 – Luz, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3324-1000 
Funcionamento: Quarta a segunda das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)

PAÇO DAS ARTES

A programação Paço Criança - Oficina de Performance  será realizada todas as  quartas-feiras de julho, das 14h às 17h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Destinada ao público infantil (de 7 a 10 anos), a ação visa introduzir a linguagem da performance para crianças, tendo como referência de pesquisa a exposição ISSOÉOSSODISSO, de Lenora de Barros. 
Serviço
Endereço: Rua Três Rios, 363, Bom Retiro - São Paulo/SP
Telefone (11) 3222-2662 / 3221-4704 

MUSEU DA ARTE SACRA


Nos sábados de julho, serão realizadas oficinas de desenho como recordação da visita, de acordo com a temática. A atividade é livre para todos os públicos. 
Serviço
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz , São Paulo – SP
Telefone (11) 3326.3336 
Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 17h

CASA DAS ROSAS

As tardes de domingo serão repletas de contação de histórias como “Histórias para enganar a morte” (03 de julho), “É Hora da História”, (17 de julho) e “Grimmistórias em tons de ouro”, (24 de julho). O horário é fixo às 15h.  Adultos e crianças serão levados a viajar pelas narrativas dos contos. 
Serviço
Endereço: Av. Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô, São Paulo – SP
Telefone (11) 3285-6986 / (11) 3288-9447 
Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h; Domingos e feriados, das 10h às 18h.

MIS-SP


O MIS organiza uma Super Maratona Infantil nos dias 2 e 3 (sábado e domingo), das 10h às 17h, com espaço para troca de figurinhas, oficina de jogos antigos, oficina de terrário, contação de histórias e teatro. Para participar, é necessário retirar ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria do Museu. 
Serviço
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Telefone (11) 2117 4777 
Funcionamento: Horários de funcionamento geral: terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h

MUSEU AFRO BRASIL


O museu organiza uma série de atividades e brincadeiras. As Brincadeiras do Congo ocorrem às terças e quintas, com sessões às 11h30 e às 15h30 e de quartas e sextas, às 9h30 e às 13h30, tendo como ponto de partida as visitas mediadas à exposição de longa duração. Dia 2 de julho (sábado), às 10h30, terá a visita Kotambola ya bana, para explorar o acervo de maneira lúdica.
Já no dia 30 de julho (sábado), às 11h, é a vez da contação de histórias africanas ou afro-brasileiras "Aos Pés do Baobá". Já às 14h, o Museu promove a oficina Bingana, onde a matéria-prima é a palavra, para refletir sobre provérbios apresentados em três línguas: português, quicongo e lingala (línguas faladas no Congo). Mais informações no site do museu.  
Serviço
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Parque Ibirapuera - Portão 10 (acesso pelo portão 3) , São Paulo – SP
Telefone: 55 11 3320-8900
Funcionamento: Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18hs.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA

Com programação voltada para os jovens e adultos , o Museu-Casa traz a oficina Caderno de memórias, no domingo, 3 de julho, às 14h30. Os participantes serão estimulados a criar seu próprio diário, a partir de uma conversa com e sobre as próprias memórias individuais e coletivas.
Já o curso de tradução de letras de Rap Estadunidense será ministrado às terças-feiras, 12, 19 e 26, e quinta-feira, 28 de julho, das 14h às 17h. Os participantes traduzirão letras das músicas e cada tradução revelará novos desafios e possíveis soluções. Não é necessário domínio da língua inglesa para participar das aulas: serão fornecidas traduções literais de cada letra a ser trabalhada. Mais informações no site do espaço.
Serviço
Endereço: Rua Macapá, 187, Pacaembu , São Paulo – SP
Telefone: (11) 3673-1883 / 3672-1391 
Funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 18h.

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA



Todos os domingos de julho, das 15h às 16h30, o espaço recebe apresentações da peça teatral “E nós que amávamos tanto a revolução”, do grupo Opine Produções Artísticas e Kamaleoa Juntó. O espetáculo aborda a forma realista de situação dos presos políticos durante a ditadura militar no Brasil. 
Serviço
Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz - Auditório Vitae – 5º andar, São Paulo – SP
Telefone: (011) 3335-4990
Funcionamento: Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10 às 18h

MUSEU DO FUTEBOL

O museu realiza atividades para as crianças brincarem de ser atletas olímpicos. Bolas, instrumentos esportivos, mesa de pingue-pongue e até um pódio com medalhas para brincar de ser campeão e entrar no clima do maior evento esportivo do mundo. 
Serviço
Endereço: Praça Charles Miller, s/nº - Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu - São Paulo-SP
Telefone (11) 3664-3848 
Funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 17h (Bilheteria até às 16h). Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h (bilheteria até às 17h)
Site: Guia da semana

sábado, 2 de abril de 2016

Gripe H1N1, o que a Escola precisa saber

GRIPE H1N1 - CRECHE SEGURA

Gripe H1N1, o que a Escola precisa saber

 O que é a gripe?
A gripe a é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

A OMS estima que cerca de 1,2 bilhões de pessoas apresentam risco elevado para complicações da influenza: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica

Entendendo os tipos de vírus:

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a influenza acomete 5 a 10% dos adultos e 20 a 30% das crianças, causando 3 a 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos
A doença pode ser causada pelos vírus influenza A (H1N1), B e C.
Os vírus A(H1N1) e B apresentam maior importância clínica; estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas do tipo B.
Os tipos A (H1N1) e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam condições e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão ocorre principalmente através do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou mãos e objetos contaminados por secreções.
É muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade dos contatos entre pessoas de diferentes faixas etárias.
A transmissão também é elevada em aviões, navios e outros meios de transporte coletivo, onde são frequentemente registrados surtos de influenza A (H1N1) e B que acometem passageiros e tripulantes.
As pessoas infectadas pela influenza suína podem ser consideradas potencialmente contagiantes durante todo o período em que manifestarem os sintomas e possivelmente por até 7 dias depois do início da doença.
As crianças, entre um e cinco anos, podem ser potencialmente contagiantes por períodos mais longos.
Também se comprovou que os vírus sobrevivem em superfícies como madeira, aço e tecidos por 8 até 48 horas.

Quais são os sintomas desta Gripe?

Os sintomas são similares aos sintomas da influenza humana comum, e incluem:
  • Febre
  • Tosse
  • Garganta inflamada
  • Dores no corpo
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Fadiga
  • Também pode causar uma piora de doenças crônicas já existentes.

Quando se preocupar com os sintomas?

É importante estar atento aos sintomas que requerem cuidados especiais:
  • Febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino
  • Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações
  • Irritação nos olhos
  • Tosse
  • Coriza (nariz escorrendo)
  • Cansaço
  • Inapetência (falta de apetite)
  • Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Recomendações Gerais de prevenção:

  • Evitar aglomerações e ambientes fechados
  • Intensificar a lavagem das mãos com água e sabão, principalmente após tossir e espirrar
  • Utilizar produtos a base de álcool para higienização das mãos também são recomendados
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar, jogando o lenço no lixo após o uso
  • Participar da campanha de vacinação, especialmente se fizer parte do grupo de risco
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo
  • Não compartilhar copos, talheres e outros objetos de uso pessoal
  • Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da influenza tipo A (H1N1).
 Texto retirado do site: http://www.crechesegura.com.br/