domingo, 28 de junho de 2009

Um currículo além das datas comemorativas

por Bete Godoy

Como lidar com as datas comemorativas respeitando a diversidade cultural, religiosa das crianças e famílias? As comemorações estão presentes na cultura, porém acreditamos ser possível refletir sobre qual a importância destas na composição do currículo da escola.

Decidir qual data será fonte de pesquisa para a elaboração de um plano de trabalho que ofereça as crianças momentos para experiências de aprendizagens, requer clareza nos princípios de uma boa proposta pedagógica para a educação infantil.

A partir destas idéias aproveitamos uma comemoração tão comum como é a Festa Junina, para ampliar possibilidades de reflexão e aprendizagens para todos. Saímos da mera apresentação artística e da festa com fins lucrativos para momentos onde os educadores, as crianças e famílias possam conversar, aprender, socializar saberes, expor sonhos, intenções e talentos.

OBJETIVOS
. Conhecer e valorizar a cultura do Brasil.
· Conhecer a origem da festa junina.
· Explorar os símbolos da festa junina e pagã através de experiências criativas e criadoras.
· Ampliar o repertório musical das crianças e famílias.
· Valorizar o movimento como forma de expressão de uma cultura.
· Firmar vínculo de confiança entre escola e família.
· Estimular a realização em eventos juninos onde todos possam participar.

BELEZAS DO BRASIL

Obra realizada pelas mães e crianças do 1º estágio

( Profª Viviane Monteiro Marques e Rosimeire Lucio Salvador)

FESTA JUNINA

Há 3000 anos antes de Cristo uma dança em volta da fogueira em forma de agradecimento a TERRA pelo plantio e colheita no inicio da civilização européia é origem de umas das festas mais tradicionias do povo brasileiro.

As características de celebração do solstício na Idade Média eram: fogueiras, procissões, mastros e bandeiras.

Era uma tradição muito forte na cultura do povo, então a igreja católica criou um atributo cristão para a festa pagã. São João é o atributo cristão para esse dia e foi escolhido por ser considerado o santo relacionado ao Sol.

Foram os Portugueses descentes dos Celtas que trouxeram para o Brasil essa tradição assumindo características próprias.







Milho, amendoim e pinhão
Pipocando na imaginação.








Mastros construídos
pelas crianças do 1º estágio

( Profª Mônica Picasso e Profª Deise Roselen)


          • Materiais utilizados: diversos tipos de sementes, fita, papel crepom, tecido, papelão,cola e massinha para modelar.

          • Massinha de modelar para compor a vara do mastro.
          • Em cada fita, mensagens de gratidão das crianças e famílias aquilo que a Terra precisa para ser FELIZ.















          Cola, tecido e papel
          Transformando um chapéu.
          (Profª Vilma F. da Silva- 3º estágio)




















          Crianças brincando e mexendo
          E uma lanterna acendendo.
          (Profª Andreia Figueira-2º estágio)

















          BUMBA MEU BOI
          Tem sua origem no ciclo econômico do gado.
          Influência indígena, negra e portuguesa.
          (Profª Viviane Monteiro e Profª Rosimeire Lucio)
















          Com alegria e sem trabalho
          Nasce um espantalho.
          (Profª Genilda Viana e Profª Adriana Martins)

















          Muita dança e movimento
          E o baile acontecendo.
          (Maria Ivone de Jesus, Luciana Bezerra, Raquel Tavares e José de Carvalho)









          A cada dia da semana uma programação

          Neste arraial não faltou animação.


          Pipoca, arroz doce, paçoca, bolo e canjica de verdade

          Todos comem a vontade.

          Para saber mais:

          segunda-feira, 15 de junho de 2009

          “Quando a Leitura e a Pintura se encontram...”

          Lina Asano e Kátia Capeli Pedroza


          A leitura desperta a curiosidade, criatividade e o prazer, ela mexe literalmente com a rica imaginação da criança.Pensando em proporcionar um ambiente mais alegre, inserimos em nosso planejamento uma atividade que contemplasse a sequência didática de artes e leitura, que consistiu na pintura do próprio tapete pelas crianças do MGB (2 anos e 2 meses a 3 anos e 8 meses).
          Dessa forma, o prazer em “fazer”, proporcionou além da apreciação pela própria arte e a do outro uma relação entre os personagens e as autoras dos livros.É gratificante para nós professoras da sala observar e compartilhar o orgulho e a alegria das crianças em produzirem algo que lhes traga significado.

          “Fui eu que fiz”
          (Stefany 3 anos e 4 meses)
          Sequência didática de leitura: Sylvia Orthof
          Objetivos:
          • Criar o hábito de escutar histórias;
          • Ampliar o vocabulário;
          • Enriquecer o imaginário infantil;
          • Reconhecer e nomear alguns livros;
          • Manipular o livro, folheando as páginas e fazendo referências às imagens.;
          • Cuidar do livro e valorizá-lo;
          • Imitar o adulto lendo histórias

          Livros:

          • História Enroscada ;
          • História Vira-lata;
          • História Avacalhada ;
          • História Engatada

          Critérios de seleção


          1. Qualidade do texto

          O texto deve apresentar um bom trabalho de linguagem, coesão interna e organicidade, evite obras, cujo caráter utilitário que enfatize visões diretiva e inquestionável de mundo e de moral.


          2. Diversidade

          Procure diversificar os temas e linguagens (prosa, poesia, Cartum, livro sem texto, crônicas, conto de fadas).A oferta de obras com características bem diversas abre possibilidade de uma maior identificação do leitor com os livros, atendendo as diferenças individuais.


          3. Adequação das obras á faixa etária:

          Fique atenta ao tratamento gráfico dado a obra (encadernação, tamanho do livro, tipo de letra), a temática e a extensão da narrativa.

          Com relação á extensão das narrativas, é importante salientar que os livros com texto podem ser breves ou relativamente longos, porém, desde que sempre acessível à criança que ainda não teve oportunidade de maior contato com materiais escritos.

          A simplicidade de um texto, no entanto, não deve desvirtuar-lhe sempre acessível à criança que ainda não teve oportunidade de maior contato com materiais escritos. A simplicidade de um texto, no entanto, não deve desvirtuar-lhe a natureza, transformando-o em uma sucessão de frases soltas e sem significados, tal qual uma cartilha.

          4. Ilustração:

          Nesta faixa etária as gravuras é que irão, de inicio, exercer maior atração sobre a criança.


          5. Regularidade

          É interessante garantir na rotina um momento para leitura ou narração de histórias;


          6. Organização do espaço

          Roda de leitura



          Sequência didática de artes visual

          Objetivo:

          • Explorar diferentes materiais e superfícies para ampliar as possibilidades de expressar-se por meio deles.

          Conteúdo:

          • Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais desenvolvendo todos os segmentos de coordenação.;
          • Cuidado com materiais e com os trabalhos e objetos produzidos em grupo

          Material utilizado: esponja e tinta de tecido



          Material utilizado: Brochinha e tinta de tecido


          Procedimento de limpeza do material utilizado


          Opção da escolha das cores que irá pintar

          Manuseio de livro

          Material usado: pinceis variados e tinta de tecido
          Procedimento de limpeza do material utilizado








          Roda de manuseio

          Manuseio de jornal


          Roda de manuseio



          Secagem do tapete no varal


          Canto diversificado: Isabele lendo para suas alunas



          A EXPOSIÇÃO NO CEI




          A finalização com os nomes dos personagens e autoras ficou por conta das professoras


          Na exposição o cuidado em mostrar o processo



          A visita a biblioteca do CEI


          O prazer em escolher seu livro


          E se deleitar...

          O GRANDE DIA: A INAUGURAÇÃO DO TAPETE



          Apreciar o trabalho feito

          O sorriso diz mais que mil palavras!




          ENFIM A LEITURA NO TAPETE



          Hora de guardar....





          Amanhã tem mais !

          sábado, 13 de junho de 2009

          Móbiles
          Maria Cristina dos Santos
          Segundo Adriana Friedmann, os móbiles são acessórios da aprendizagem na creche porque é por eles que os pequenos estabelecem relações com o que cerca.

          O que levar em conta na hora de escolher brinquedos para utilizar em ambientes escolares?

          O melhor é basear-se nas etapas de desenvolvimento infantil e nos grandes marcos das conquistas motoras, como sentar, engatinhar e andar.
          Todos os móbiles são fixados no teto por sistema de roldanas, por onde passam fio de silicone grosso, ora em cábides, ora em arcos ou em cabos de vassoura.
          Nas paredes foram fixados canchos para que o professor possa deixar na altura das crianças para que eles brinquem e quando não forem utilizados ficam próximo ao teto.



          Móbilesde fitas de com cds com diferentes tipos de texturas, fixados em arcos com fio de silicone grosso que passam pelo sistema de roldana .

          Criação professor André Luiz da Silva e Maria José Anacleto - BII




          Cesto feito a partir de arco e tule - fixados em arcos com fio de silicone grosso que passam pelo sistema de roldana .

          Criação Professoras: Francilene Pereira de Lima e Sylvia Georgina Freire de Souza - BI





          Móbiles com brinquedos sonoros fixados em cabides com fio de silicone grosso que passam pelo sistema de roldana
          Confeccção professoras: Sebastiana de Fátima Ferreira e Maria Vilma Ramos dos Santos Prado - BI



          Bola de plástico grande fixado com fio de silicone grosso direto na roldana.
          BI e II


          Móbiles feitos a partir de brinquedos sonoros e brinquedos de borracha, fixados nas grades da janela .

          Confeccção Professoras: Francilene Pereira de Lima e Sylvia Georgina Freire de Souza - BI



          Cortina feita de fuxico com diferentes tipos de tecidos e texturas.

          Confecção Professoras: Francilene Pereira de Lima, Sylvia Georgina Freire de Souza, Sebastiana de Fátima Ferreira e Maria Vilma Ramos dos Santos Prado - BI

          Para saber mais:

          • Brincar com Todos, Siaulys, Mara Oliveira -Ed. Lamara
          • Criar para brincar - A sucata como recurso pedagógico, Cunha, Nylse helena Silva
          • O brincar no cotidiano da criança, Friedmann, Adriana, Ed. Moderna

          sexta-feira, 12 de junho de 2009

          Ler para crianças pequenas: Saberes do Professor

          Maria Cristina dos Santos

          Os primeiros anos de vida marcam um momento da infância em que a criança está aberta para descobrir o mundo de pessoas e objetos que a cerca. Este é um momento propicio para aprendizagens que subsidiam todo o desenvolvimento posterior do homem.

          Em especial na educação de crianças pequenas, entre 0 e 6 anos o fazer partilhado é fundamental no processo de apropriação de conhecimentos propulsores de um amplo desenvolvimento e da personalidade infantil.

          O professor portanto, é um sujeito essencial no processo de apropriação do conhecimento da criança quando organiza o espaço, o tempo e os materiais na instituição, contemplando o tempo da criança e o espaço como historicamente formado a partir das experiências ali vivenciadas

          Ler histórias é uma das maneiras de inserir ativamente - a partir do fazer ativo e intencional do professor - a criança desde pequenininha no mundo letrado.

          Mas o que o professor precisa saber e fazer para ler para crianças pequenas?

          1. O professor precisa gostar do que vai ler, seus olhos precisam brilhar.
          2. Conhecer muito bem o texto, utilizar a voz de forma clara, cuja a intensidade, entonação e pausa dependerá da propria história e do lugar onde será lida;
          3. Criar rituais: um momento na rotina, uma canto da sala, um tapete. Isso é imprecindível quanto menor a criança
          4. Conversar com as crianças antes e depois dos momentos de leitura.
          5. Quando a criança interrompe a história é preciso se dirigir a ela seja com um olhar ou um sorriso afetuoso indicando que depois de terminada a história ela tera voz para se manifestar.

          Este vídeo foi gravado em 2008 com as crianças do 1º estágio ( 3 a 4 anos), dentro da sequência didática: Tribos daqui e de lá , uma referência entre as tribos indígenas brasileiras e as tribos Africanas.

          video

          quarta-feira, 10 de junho de 2009

          Ler ou Contar histórias?

          Ler ou Contar?




          Bete Godoy

          A linguagem oral se expressa em dois domínios que se relacionam: o oral e o escrito. A roda de contação e a roda de conversa se apresenta como caminho para o desenvolvimento da linguagem oral. Nas escolas de educação infantil ler ou contar histórias é uma prática que faz parte da rotina do professor.


          O hábito de compartilhar histórias guarda inúmeros significados. Está relacionado com o cuidado afetivo, construção de identidade, desenvolvimento da imaginação, capacidade de escutar os outros e de expressar idéias e sentimentos, bem como de compartilhar conhecimentos. Mas, não podemos afirmar que as duas situações de compartilhar histórias sejam iguais e que desenvolvam as mesmas aprendizagens.


          Então, qual a diferença entre ler ou contar histórias?




          Segundo Ana Lucia Antunes Bresciane ao contar uma história, podemos usar nossas próprias palavras, interpretá-las de diversas maneiras, utilizando os mais diversos recursos, podemos inclusive recriá-las, acrescentando-lhes novos elementos, provenientes de nossa imaginação ou do contexto em que estamos inseridos. Mais próxima da oralidade, a história que se conta é mais flexível, depende da pessoa que conta. Ler uma história, por sua vez, utilizamos palavras que estão escritas. Embora seja possível interpretar de formas diferentes, modificar a entonação, a altura ou o timbre de voz, na leitura o texto é sempre o mesmo, independente do leitor. Traz consigo marcas especificas da língua escrita e que não utilizamos cotidianamente ao falar.





          Este é um assunto interessante e importante que o professor (a) precisa saber para fazer a escolha certa durante a elaboração do plano de aula. Para saber mais, segue a sugestão de leitura: Artigo da revista Avisa Lá: Era uma vez para crianças pequenas.