sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Formar para Trans – Formar - Ação

Exposição “O Pequeno Príncipe na Oca”
Evento do Ano da França no Brasil homenageia obra de Antoine de Saint-Exupéry




Na perspectiva de ampliação do universo cultural e apresentar possibilidades de diálogos entre as diferentes linguagens, os educadores do Centro de Educação Infantil “Jardim Rodolfo Pirani” visitou no último dia 07 de novembro a exposição: “O Pequeno Príncipe na Oca”

“A obra de Antoine de Saint-Exupéry é uma lembrança marcante na vida de muitas pessoas. Trata-se de um livro que podemos ler de dez anos em dez anos, tamanha sua universalidade e sensibilidade. Era essencial que o Ano da França no Brasil tivesse, entre seus eventos, uma homenagem ao Pequeno Príncipe, que é uma poética representação da criança que existe dentro de cada um de nós”, afirmou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

Segundo os educadores do CEI Jardim Rodolfo Pirani, a exposição “O Pequeno Príncipe” contou com a possibilidade de nos remeter a momentos da infância e da historia como um todo, em que a ingenuidade atrela-se aos conflitos do mundo adulto.


Durante a visita foi possível perceber à proporção que uma literatura pode alcançar, atravessando gerações, países e modificando conceitos, indo além da historia, conhecendo o porque dela, como e onde surgiu.



A organização do espaço possibilitou a internalização das informações de forma agradável aos olhos, assim como deslumbramento da interatividade através da tecnologia, que permitiu momentos de emoção e pequenos instantes de volta a infância.



“ Duas coisas que considero muito importante para o crescimento do ser humano: viajar no tempo e no espaço, e viajar através dos livros que nos ampliam os horizontes e os conhecimentos”

Profª Marli kennerly Marcondes Gonzaga



“ Me senti fazendo parte daquele mundo cheio de mágicas e fantasias”

Profª Rosangela Maria dos Santos



“ Me senti plena quando realmente percebi, durante a exposição, que todos nós presentes naquele lugar mágico, estabelecemos uma relação lúdica, emotiva e criativa com o saber, particularmente com a literatura e com a Arte”
Coordenadora Pedagógico do CEI Jardim Rodolfo Pirani Simone Cristina


Professoras Selma Martins de Paiva Costa, Edna Leite Correia de Almeida e Katia Regina Capeli de Lima Pedroza

“Durante o passeio vieram recordações vividas na minha infância”

Profª Selma Martins de Paiva Costa


Professoras Sylvia Georgina Freire de Souza, Sandra Borges da Costa Damiani, Ana Regina Camilo da Siva, Lina Assano Silva Ferreira e Shirley Estela Benicio

Professores: Lina Assano Silva Ferreira, Sebastião dos Santos e Agda Andrade Cruz Bastos


Professora Shirley Estela Benicio

Professora Sandra Borges da Costa Damiani

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Criança em foco

Artes na Educãção Infantil

Por Maria Cristina dos Santos

Coordenadora pedagógica



A mostra: A criança em Cena apresentou as produções do primeiro semestre das crianças do Centro de Educação Infantil Jardim Rodolfo Pirani.

Aberta ao público no dia 26 de setembro de 2009 das 08h as 14 h, a comunidade prestigiou a mostra.

Como é bom ver um trabalho realizado com muito carinho e respeito as crianças.

Afastada da instituição por problemas de saúde senti uma sensação inexplicavel...ver os profissionais crescerem, apreciar as produções , o cuidado em valorizar as producões das crianças, as diferentes formas de expor.

Valeu a pena, crescemos e isso reflete no trabalho com as crianças.



Berçario I

Professoras: Sebastiana de Fátima Ferreira, Maria Vilma Ramos dos Santos Prado, Francilene Pereira de Lima e Sylvia Georgina Freire de Souza








"Para os professores garatujas; para os pais, rabisco; para as crianças diversão"



“Adorei a exposição e fiquei muito feliz tudo está muito lindo, parabéns!”
Ana Maria, avó do Caio


Tapete confeccionado pelos pais no periodo de adaptação







Os autores assinando seu trabalho






Berçario II


Professores: André Luis da Silva, Maria José Anacleto, Shirley Estela Benicio, Andreia Cristina Oliveira Bernardes e Sandra Borges da Costa Damiani








Estou muito feliz por tudo que li adorei a exposição de todas as crianças, parabéns para todos os professores e equipe.”
Patrícia mãe da Arielly






MGA



Professoras: Agda Cruz Bastos e Edna Leite Correia de Almeida





Instação com video coletânea do cotidiano







Achei a exposição muito bem elaborada e muito linda, vocês professores e alunos estão de parabéns.”
Vânia mãe do Carlos E.

MGB


Professoras: Lina Asano Silva Ferreira e Kátia Capeli Pedroza














Momentos de leitura




O livro










O tapete da roda de leitura









“Parabéns, tudo está perfeito. Gostei muito do trabalho de você. A Letícia, está aprendendo muito com as professoras Kátia e Lina”
Paula



MGC


Professores: Sebastião dos Santos e Selma Martins de Paiva Costa















MGD



Professoras: Marcia Aparecida Cosimatti e Marly Kennerly Marcondes Gonzaga















MGE



Professoras: Ana Regina Camilo da Silva e Rosangela Maria dos Santos

























"A intereza, a certeza, a densidade do momento de criação estão presentes no adulto que cria e na criança que brinca.
É visivel a concentração, o corpo inteiro presente no ato de brincar de uma criança. É a sensação de estar inteiro no que está realizando o que une o artista à criança. A criança brinca por isto cria:porque brinca."


Ana Angelica Albano
Bastidores:
Aline Estevão dos Santos
Aparecida
Alessandra
Audenora Ferreira Spinola
Cilene
Deolinda Maria de Castro
Francisca Rodrigues Esequiel
Lucimar Eleutério Fina
Luis Henrique Mujica
Maria Goreti de Souza Marinho
Marcia Jorge
Monalisa Rodrigues Nunes
Margarida Paula de Oliveira
Tãnia karin Kilmar das Neves Raimundo
Valéria Aparecida Lúcia Maia
Valéria Cristina Pereira Paulino

sábado, 12 de setembro de 2009

Cuca ! Achou !

Conceito de permanência


Por Maria Cristina dos Santos

Coord. Ped. CEI Jardim Rodolfo Pirani





_ Felipe !

_ Felipe!

_ Cadê o menino?

_ Achou!!!!!

Brincar de esconde- esconde é sempre uma delicia.

Quem resiste ao Cuca! Achou o bebê!

Segundo Gerson Abarca, a brincadeira de esconde esconde, em que o bebê esconde-se do rosto do adulto e logo em seguida reaparece, ou quando nós adultos tiramos nosso rosto do campo visual da criança e em seguida fazemos aparecer rapidamente com algum barulho revelando surpresa, “achou!”, trás a certeza de que o bebê está entrando na descoberta do terceiro. Revela que ele está conseguindo deixar sua mãe para descobrir outras pessoas. Agora ele já não é mais um com a mãe, apresenta sinais de separação. Já a partir dos três meses o bebê começa a ensaiar esta separação, mas é com determinação aos seis meses que esta procura vai se solidificando.

A relação da criança com o mundo se dá pelo brincar, e o conhecimento deste mundo só passa pela via do brincar

É comum ao brincar com a criança que ela acredite que se escondeu apenas tapando o rosto. Ou seja, se ela não enxerga nada porque cobriu os olhos, os outros também certamente não irão enxergá-la. Eles não tem ideia de que as coisas permanecem no lugar quando ele não as vê.

Ao esconder o rosto ou um brinquedo, fazendo-os aparecer em seguida, o bebê aprende que um objeto ou uma pessoa existem mesmo que estejam fora de seu campo de visão.

O que me chamou atenção ao ver este filme foi que a estimulação ocorreu dentro de um ambiente estimulador e a atividade foi proposta a partir do que é proprio ao universo infantil, o brincar.

Enquanto o Felipe brincava com o tule a Isabela Okabe faz um movimento com todo o corpo da perspectiva de esconde-lo.

Andre Trindade em seu livro Gestos de Cuidado, Gestos de Amor diz que "Estimular por estimular, de maneira artificial e fora de contexto, com atividades pedagógicas, parece-me colocar as crianças para trabalhar antes da hora."

Parabéns a professora Francilene pela sensibilidade em trazer de forma intencional uma brincadeira tão gostosa que ensinará um conceito tão sofisticado que é o da permanência.

sábado, 1 de agosto de 2009

A OBSERVAÇÃO E A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Carta aos Educadores
Bete Godoy


Escrevo sem ter a intenção de produzir mais um texto teórico sobre a avaliação, mas como quem quer partilhar idéias, sentimentos sobre algo no mínimo desafiador no âmbito educacional.

Avaliar é algo próprio da natureza humana, o tempo todo expressamos juízos de valor sobre algo, mas quando o termo é pronunciado logo nos remetemos ao contexto escolar.

Ao avaliar o desenvolvimento de uma criança ou de um aluno estamos também analisando e refletindo sobre o conjunto de oportunidades de aprendizagens que foram planejados pelo professor e quando está a serviço do sucesso de ambos tudo se torna mais fácil, saímos do campo da disputa para a construção da parceria indissociável.

Quando me deparo com educadores da infância perdidos com seus relatórios que devem apontar as fases da escrita de crianças de 4 anos ou com situações a serem observadas igualmente para todas as criança por meio de um X, surge uma inquietação pedagógica.

Com isso não desconsidero que situações de aprendizagens possam ser analisadas pelos seus avanços ou dificuldades a partir de um trabalho planejado e a importância do professor saber sobre a construção da escrita, por exemplo, mas investir o tempo pedagógico em apuração de dados que muitos dos educadores nem sabem ao certo o que fazer com eles, parece um tempo desnecessário.

Essa é a razão pela qual pensei em um subtítulo: em defesa da infância e de boas práticas pedagógicas para o texto que segue abaixo. Se isso for um princípio adotado pelo educador ( que as crianças tenham direito a infância) e as práticas planejadas tratarem com o devido respeito, acredito que teremos crianças sensíveis a qualquer aprendizagem.


Pintar o carrinho que tanto gostam de brincar é um experiência artística inesquecível para as crianças.




Oferecer as crianças a oportunidade de conhecer histórias, autores, culturas e outros gêneros literários amplia o repertório das crianças e desenvolve o comportamento de leitor.




A OBSERVAÇÃO E A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



A observação não é apenas um instrumento descritivo, mas um recurso de investigação e planejamento. È indispensável a quem acompanha o desenvolvimento da criança valorizar o momento onde ela durante sua manifestação espontânea ou não, pode revelar ou desvelar saberes, desejos e intenções sobre si mesma e sobre o mundo.



O que as crianças revelam enquanto brincam?




Quando o professor se predispõe a ouvir e enxergar o fazer, o falar e valorizar os momentos de interação (criança-criança, criança-materiais e criança-professor) com certeza terá um rico material para planejar sua prática levando em consideração o que elas já sabem e respeitando o seu tempo de criança.



Uma dificuldade apontada constantemente pelos professores é “o que considerar importante” para compor o registro de cada criança. Quando “o observado” parte do planejado a pergunta a priori é o que elas podem aprender ou vivenciar diante da prática planejada que se justifique tal fazer, ou seja, qual o objetivo do que está sendo proposto. Mas, devemos também considerar que as crianças aprendem mesmo quando não temos a intenção de ensiná-las e que sabem muitas coisas que não foram ensinadas por nós ou no convívio da escola.




Crianças investigando, levantando hipótese e construindo conceitos.


A criatividade uma das chaves para compreender o mundo.


Sair do registro meramente comportamental para um que seja abrangente e ao mesmo tempo particular, que a respeite enquanto sujeito, com suas potencialidades cognitivas, sociais, artísticas e afetivas e também como um ser que se relaciona com os objetos e o mundo redimensiona o olhar do observador.



Vivemos em mundo repleto de simbolos e códigos.
Como oferecer e utilizá-los a serviço do desenvolvimento humano e não de doutrinação?
Ao escrever cada professor imprimi o seu olhar sobre o sujeito como um todo e não apenas a luz de um único critério. Assim, é possível conter neste registro elementos poéticos de quem observa o humano na sua totalidade e não apenas uma transcrição de dados quantitativos de uma cabeça pensante.

Como se vê, observar a criança com os olhos de quem a reconhece em constante desenvolvimento, modifica a postura do professor não só na dimensão pedagógica, mas também ética frente à cultura infantil. Transformar essas informações em avaliação, ou seja, expressar um juízo sobre o que vemos e ouvimos revela antes de qualquer coisa a maneira como consideramos ou reprovamos o fazer, o saber e o sentir de uma criança.



Crianças brincando.
Crianças aprendendo.
Crianças se constituindo enquanto sujeito.




A hora da alimentação é um momento importante para socialização de saberes, preferências e desejos.


Não é tão fácil uma vez que carregamos idéias, sentimentos e valores construídos por nossa história pessoal e profissional, mas chegar à capacidade de razoabilidade para julgar incorrerá em menor erro se formos constantemente mediados por boas teorias e práticas com intenção pedagógica de favorecer o desenvolvimento da criança em todas as dimensões humanas.