Relato de prática
Denise Beraldo Valente
Professora de Educação Infantil
CEI Jardim Rodolfo Pirani
A Maioria dos pais já estava presente. Chamava atenção o fato de haver dois casais presentes, os pais do Gabriel e do Gustavo. Iniciei a reunião com o vídeo apresentado no blog, que mostra as fotos do acolhimento e de outras atividades desenvolvidas com nossas crianças.

Antes de iniciarmos o vídeo, fiz questão de ressaltarmos a importância do olhar sensível dos pais ao ver seu filho, principalmente das crianças em um aspecto mais amplo e geral, resultado de um trabalho coletivo que envolve um desejo constante de chegar ao melhor e mais positivo resultado.
Após a exibição do vídeo, retomei a conversa, agradecendo de maneira, sincera e amorosa o comparecimento dos pais, e, acima de tudo a parceria e vínculo afetivo que se estabelece no dia a dia. Ressaltei o quão importante é esta parceria uma vez que isso se reflete visivelmente no comportamento e desenvolvimento da criança e da turma como um todo.
Desde o início, fiz questão que fosse claro que as idéias expostas por mim, na verdade era a idéia do conjunto que procuramos tornar harmonioso mostrando que aquilo tudo era a transmissão do trabalho em conjunto de um grupo: professoras Claudia, Shirley e Valéria. E também de outros profissionais envolvidos no processo de crescimento, assim como a coordenadora pedagógica, que tem um valor e uma parceria significativa sempre compartilhando seus saberes de forma atuante em nossas atividades pedagógicas e rotinas diárias.
Os pais estavam atentos então discorri assuntos como: A importância da comunicação por meio da agenda e a mordida, que ainda faz parte do cotidiano embora em número bem reduzido.
Expliquei sobre o Trabalho do Auto Cuidado realizado no CEI. Detalhando a necessidade da continuidade do trabalho em casa. Dando ênfase principalmente à escovação de dentes o lavar as mãos.
Durante este período da reunião alguns pais quiseram compartilhar experiências:
A mãe do Samuel relatou que:
Antes de almoçar, ou fazer qualquer outra refeição ele diz: “Lavar a Mão”. Confirmei dizendo que no CEI ele faz o mesmo pedido, antes mesmo que as professoras salientem essa necessidade.
Algumas mães falaram animadas do domínio que as crianças já tem com a necesserie e com a escova de dente. Aproveitei o ensejo para falar dos prejuízos do mau uso da pasta de dente exclusivamente nesta faixa etária, pois enquanto a criança não aprende fazer o bochecho e jogar a pasta fora ao engolir a mesma pode desenvolver uma doença chamada fluorose que são as manchas brancas nos dentes, assim a criança não deve fazer uso em casa e nem a mesma ser enviada para o CEI.
Fiz menção mais detalhada da importância da "necesserie", conversei com as mães e responsáveis mostrando que devem mandar os pertences das crianças todos os dias, limpos e organizados. Esclarecendo que todo o trabalho de autonimia que desenvolvemos, absolutamente necessário para o aprendizado depende do fato que as crianças manipulem seus objetos, explorem, conheçam, reconheçam, e então se apropriem e façam o uso correto de cada um deles.
Fazendo uso desse momento tão importante fiz um entrelaçamento pedagógico envolvendo o cuidar e o educar, mostrando necessidade de colocar o nome nos pertences e esclareci que a bagunça das bolsas deve-se ao fato de que eles a manuseiam e que a troca de pertences faz parte desse momento de aprendizagem e pedi aos pais que compreendam quando algo for faltando na bolsa e nos comunique e que se for algo que não pertença a criança seja devolvido no dia seguinte. Fui enfática ao afirmar que é desta forma que as crianças vão aprender a reconher o que é seu, e então poder cuidar, afirmando ainda que o nosso trabalho é de ensinar a criança, e não de fazer por ela e como parte dessa identidade ressaltei a necessidade dos pertences serem todos identificados com o nome da criança.
Dei sequência falando do desfraldamento e da necessidade que este trabalho seja iniciado em casa para então continuarmos no CEI. Neste momento, descrevi de forma simples e acessível, porém, embasada em teorias do desenvolvimento infantil, como fazer isso. Expliquei o modo pelo qual a criança percebe suas fezes e sua urina. As mães do Samuel Murilo, Samuel Asafe, João Vitor, Kelly e João Miguel já estão fazendo esse processo em casa salientei que a parceria será de suma importância no processo com estas crianças, e quanto aos outros percebermos quando é o momento deles.
A Mãe da Kelly falou que a mesma não gosta de sentar no vaso, apenas no pinico. Confirmei dizendo que ela realmente se recusa sentar no vaso e que iria conversar com a coordenadora sobre o caso. Expliquei a ela as questões que envolvem higiene e hábitos sociais, dizendo que o “vaso pequeno” é um grande avanço na Educação Infantil.
Falei do importante evento intitulado “Dia da família”, falando de sua importância, e dos nossos planos, de realizá-lo em junho em um sábado. Surgiram perguntas como: Quantas pessoas podem ir? Respondi que não havia ainda sido definido, mas me informaria a respeito.
Já finalizando, falei do nosso amor pelo trabalho que realizamos. Ressaltei a dedicação por meio do estudo e do afeto. Pedi compreensão para fatos que ocorrem, mostrei que passamos por uma fase de falta de funcionários com três professoras afastadas por motivo de doença. Falei que nós, estamos a todo o momento dispostas a ajudar, e que tudo o que fazemos é para o bem de “Nosso Bebes”.
Estendi a conversa para o grupo, perguntado se estava tudo claro, se havia alguma dúvida, alguma colocação. Desta forma as mães começaram a reconhecer o trabalho:
Mãe do Pedro: Falou qua ele está “danado”. Fala, corre, chama as pessoas, o que não ocorria, há três meses, antes de entrar no CEI.
Mãe do João Vitor: Ele está aprendendo muito. Fala coisas que nem eu acredito.

Mãe do João Miguel: Falou de sua autonomia que tira a sua roupa sem necessidade de ajuda para tomar banho, come sozinho e que já folheia revistas corretamente.
Mãe do Vitor: Disse que antes de entrar no CEI não sabia comer, agora nem quer deixar que ela ajude na hora da alimentação.
Mãe do Gustavo e do Samuel Murilo: Colocaram que eles estão escolhendo as coisas, afirmam: “esse não”, “esse quero”.
Com os ricos comentários, no que se refere ao desenvolvimento das crianças, afirmando que é isso que a Educação Infantil pode proprocionar em parceria com a família: O Aprendizado e a Transformação. O que permanece eternamente. Finalizei!
Divulgamos o blog e conduzimos as mães ao painel exposto no refeitório que apresenta a rotina do CEI e alguns dos trabalhos desenvolvidos
Revisão do texto: Quitéria Campanaro