domingo, 6 de janeiro de 2013

Higiene: os cuidados essenciais na creche


Na creche/Pré-escola Saúde SAS/USP, do momento da escovação à hora das atividades, tudo é planejado pelos educadores para garantir um ambiente limpo e organizado. Isso contribui para que os momentos da rotina dos bebês resultem em saúde e aprendizagens

Noêmia Lopes 

Higiene - Cuidados especiais na creche. Foto: Patrícia Stavis

Especialistas são unânimes ao dizer que no dia dos pequenos os cuidados e a Educação devem ser articulados. "Cuida-se ao educar e educa-se ao cuidar", explica Zilma de Oliveira, docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto. 
Para que os bebês estejam bem acolhidos e preparados para uma rotina cheia de descobertas, desafios e aprendizagens, é preciso um olhar atento às questões de higiene. E isso não tem a ver só com a limpeza do ambiente, dos objetos e dos brinquedos. Envolve também o modo como as crianças se relacionam com elas mesmas, com as outras, com o espaço ao redor e com as tarefas cotidianas. Isso inclui a hora do banho e de dormir. 

A permanência em ambientes fechados (que aumenta a concentração de germes) e as mãos mal lavadas (que disseminam agentes causadores de doenças) estão entre os principais problemas das creches hoje, segundo Damaris Maranhão, docente da pós-graduação em Educação Infantil do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (Isevec), ambos localizados em São Paulo.
Para ajudá-lo a cuidar dessas e de outras questões, NOVA ESCOLA selecionou hábitos simples, porém importantes, que precisam fazer parte do dia a dia (leia as próximas páginas). Eles ajudam a prevenir gripe, diarreia, piolho e outros males. Em todos os casos, é importante que as tarefas sejam divididas entre o professor e o auxiliar. Embora seja importante trabalhar a questão da higiene com zelo, vale lembrar que nenhum tipo de exagero é bem-vindo. "Alguns fatos podem escapar do controle vez ou outra. Nesse caso, nada de desespero", explica Damaris. 

Colocar em prática todos esses hábitos ensina comportamentos adequados aos bebês. "Ao cuidar deles, transmitimos valores sobre os cuidados consigo mesmo e com o outro", explica Mariana Exposito, diretora da Creche/Pré-Escola Saúde SAS/USP, na capital paulista.

Soninho

Higiene - Cuidados especiais na creche - Soninho. Foto: Patrícia Stavis

- Mantenha as portas e as janelas abertas, inclusive nos dias frios, para evitar o aumento de germes no ar, o que facilita a transmissão de doenças. 
- Garanta que entre os colchonetes haja meio metro de distância. 
- Disponha os bebês em posições opostas: a cabeça de um não deve ficar próxima à do outro. 
- Assegure que todos tenham fronha e lençóis próprios e identificados, assim como chupetas e paninhos. 
- Auxilie as crianças a fazer a higiene nasal antes de dormir. 
- Lave as chupetas após o uso com água e detergente e guarde-as em potes individuais. Amarrá-las às roupas é anti-higiênico. 

Troca da fralda

Higiene - Cuidados especiais na creche - Troca das fraldas. Foto: Patrícia Stavis

- Lave as mãos antes e depois, evitando a contaminação própria e entre os bebês. Eles também devem ter as mãos lavadas, pois existe a chance de tocarem nas secreções enquanto são limpos e trocados. 
- Mantenha o cesto de lixo (com pedal) próximo e descarte as fraldas sujas tão logo sejam retiradas. 
- Evite fraldas de pano. É difícil acondicionar as usadas para que sejam enviadas à casa das crianças. A pré-lavagem também não é recomendada, pois há o risco de contaminação. 
- Limpe o colchonete sempre antes e depois de cada troca com água e sabão. Outro procedimento possível é forrá-lo com uma toalha de uso individual (que deve ser substituída todos os dias) e, sobre ela, colocar papel toalha. 
- Use luvas descartáveis só se houver machucados na criança ou em você. Mesmo assim, lave bem as mãos antes e depois. 

Banho
Higiene - Cuidados especiais na creche - Banho. Foto: Patrícia Stavis
- Garanta o uso de toalhas individuais, que devem ser penduradas em cabideiros, identificadas e separadas umas das outras. A lavagem pode ser feita na casa das crianças ou na creche a cada dois ou três dias ou sempre que houver a necessidade. 
- Assegure que os pentes também sejam de uso individual e guarde-os em bolsas identificadas. 
- Se o bebê estiver com a fralda muito suja, remova as fezes com lenços umedecidos ou água corrente e só então coloque-o na banheira. 
- Banhe os pequenos com as mãos. Buchas e esponjas podem machucar ou transmitir doenças. 
- Lave a banheira com água e detergente depois de cada banho. 

Higiene - Cuidados especiais na creche - Escovação. Foto: Patrícia Stavis

- Para supervisionar a escovação da turma inteira, forme grupos com no máximo cinco integrantes. 
- Auxilie as crianças a escovar os dentes, orientando os movimentos. 
- Ensine aos pequenos que as escovas são de uso pessoal e descarte as que eventualmente forem trocadas entre eles. 
- Os porta-escovas devem ser individuais e identificados e permitir que elas permaneçam secas e arejadas. 
- Para enxaguar a boca, cada criança deve usar o próprio copo plástico. 
- Troque as escovas de dente a cada três ou quatro meses.

Lavagem das mãos
Higiene - Cuidados especiais na creche - Lavagem das mãos. Foto: Patrícia Stavis
- Lave as mãos com água e sabonete em abundância e ensine as crianças a fazer o mesmo ao chegar à creche, antes das refeições, depois de ir ao banheiro ou de trocar a fralda e na volta do parque. A limpeza deve incluir as palmas, os dorsos, todos os dedos, as unhas e os punhos. 
- Para a secagem, dê preferência a toalhas de papel descartáveis. Se apenas as de tecido estiverem disponíveis, garanta que sejam para uso individual. Nesse caso, é fundamental que sejam trocadas com frequência a fim de serem lavadas e secas antes de serem usadas novamente. 
- Combine com todos os profissionais da creche envolvidos no preparo e na manipulação dos alimentos servidos que eles lavem as mãos em pias específicas para a tarefa. 
- Oriente a comunidade - o que inclui os pais dos bebês - a limpar as mãos ao entrar na creche, com água e sabão ou com álcool gel. 

Alimentação

Higiene - Cuidados especiais na creche - Alimentação. Foto: Patrícia Stavis
- Deixe os alimentos esfriar à temperatura ambiente. Não assopre, pois isso aumenta a chance de contaminações. 
- Identifique as mamadeiras com o nome dos bebês. 
- Leve as crianças para o refeitório em grupos pequenos, evitando que fiquem aglomeradas enquanto se alimentam. Assim, todas podem aproveitar o momento e receber ajuda para aprender hábitos à mesa, como se servir e usar talheres. 
- Reserve um espaço para que as mães amamentem os bebês, distante dos locais de troca de fralda e de banho. 
- Certifique-se de que todos lavem as mãos antes das refeições, inclusive os bebês que tomam mamadeira ou mamam no peito. 

Retirada das fraldas

Higiene - Cuidados especiais na creche - Retirada das fraldas. Foto: Patrícia Stavis

- Garanta que as crianças usem penicos, vasos de tamanho adequado ou com tampas adaptadas. 
- Estabeleça uma rotina de várias idas ao banheiro para que os pequenos se acostumem. 
- Os penicos devem ser colocados sempre no banheiro, distantes do vaso sanitário e do cesto de lixo. O fundo deles deve ser forrado com papel higiênico. Terminado o uso, o conteúdo precisa ser despejado no vaso, e o objeto, lavado. 
- Ajude as crianças a se limpar com papel higiênico (ou chuveirinho, se necessário), bem como a lavar as mãos em seguida. 

Higiene - Cuidados especiais na creche - Atividades. Foto: Patrícia Stavis

Atividades

- Diariamente, solicite que a equipe de limpeza higienize os brinquedos depois de a criançada usá-los. Coloque os materiais, a cada período de atividades, em um gaveteiro plástico, a ser retirado pelos funcionários. Assim, todos poderão ser lavados com água e sabão e colocados para secar ao ar livre. Enquanto isso, os pequenos poderão usar uma nova leva de brinquedos. 
- Assegure a ventilação dos ambientes que os pequenos frequentam, bem como a alternância entre momentos de atividades internas e externas, evitando que as crianças passem longos períodos em um único ambiente fechado, o que aumenta a chance de transmissão de males como gripes, resfriados e infecções.

Matéria retirada na integra do site da Revista Nova Escola
                                                                                                                                                                       http://migre.me/cGXNS

2 comentários:

Anônimo disse...

Ótimas dicas...porém deixar meio metro de distância entre os colchões é praticamente impossível,pois a realidade das escolas públicas onde as secretarias mandam encher de crianças as salas de aula... uma pena!

Educadores Multiplicadores disse...

Olá Educadora, Felicidades!

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