segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Berçário que "lê"


Afinal, berçário lê?
Sebastiana de Fátima Ferreira, Maria Vilma Ramos dos Santos Prado,Kátia Regina Capeli de Lima Pedroza e André Luiz da Silva

Que leitura é essa?



Importância da leitura no berçário



•Cuidado afetivo
•Construção da identidade
•Interação com os livros e através dos livros
•Desenvolver gosto pela leitura
•Desenvolvimento da imaginação
•Acesso às histórias como patrimônio cultural
•Acesso a cultura letrada



Orientações para os professores de berçário

Ambiente enquanto espaço e relações

· Criar clima para a história
· A criança “segue” o professor, que é modelo de relação que estabelece com o objeto livro e com a leitura.
  • A roda de história
  1. Um lê e outro apóia – respeitar quem está lendo, também serve de modelo, chama a atenção, dá colo.
  2. Como apresentar o livro
  3. Como segurar o livro
  4. Revezar leitura e conto como estratégia
  5. Conversa a partir das histórias
  • Acesso aos livros e autonomia

Condições para um bom trabalho
  1. Critérios de seleção

  • Qualidade do texto
O texto deve apresentar um bom trabalho de linguagem, coesão interna e organicidade, evite obras, cujo caráter utilitário que enfatize visões diretiva e inquestionável de mundo e de moral.
  • Diversidade:
Procure diversificar os temas e linguagens (prosa, poesia, Cartum, livro sem texto, crônicas, conto de fadas).A oferta de obras com características bem diversas abre possibilidade de uma maior identificação do leitor com os livros, atendendo as diferenças individuais.
  • Adequação das obras á faixa etária:
Fique atenta ao tratamento gráfico dado a obra (encadernação, tamanho do livro, tipo de letra), a temática e a extensão da narrativa. Com relação á extensão das narrativas, é importante salientar que os livros com texto podem ser breves ou relativamente longos, porém, desde que sempre acessível à criança que ainda não teve oportunidade de maior contato com materiais escritos. A simplicidade de um texto, no entanto, não deve desvirtuar-lhe sempre acessível à criança que ainda não teve oportunidade de maior contato com materiais escritos. A simplicidade de um texto, no entanto, não deve desvirtuar-lhe a natureza, transformando-o em uma sucessão de frases soltas e sem significados, tal qual uma cartilha.
  • Ilustração:
Nesta faixa etária as gravuras é que irão, de inicio, exercer maior atração sobre a criança.

2. Regularidade
É interessante garantir na rotina um momento para leitura ou narração de histórias
3.Criar um ritual
Uma música, um local . No caso do BI optamos por sentar sempre sobre o tapete vermelho, após um período já podemos utilizar outros espaços
AFINAL BERÇARIO "LÊ"?
QUE LEITURA É ESSA?

video



Bibliografia;
•FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização: Tradução Hóracio GONZÁLES (et. Al.), 24 ed. Atualizada – São Paulo: Cortez. – 2001. - (Coleção Questões da Nossa Época; v.14)
•LERNER, D. É possível ler na Escola. Porto Alegre: Artmed, 2002 GOSUEN, Adriano; CHAGURI, Ana Cecília (Orgs). Os Fazeres na Educação Infantil São Paulo: Cortez, 2000
•Brasil, SEF/ Ministério da Educação Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil Brasília: MEC/ SEF, 1998.
•Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. SME/ DOT; Tempos e espaços para infância e suas linguagens nos CEIs, Creches e EMEIS da cidade de São Paulo, 2006
•Fundação Carlos Alberto Vanzolini: Apostils do Curso ADI Magistério – Organização do Trabalho Pedagógico. Mod. 4. e Orientação da Prática Educativa. Mód. 3. – 2003
•“Era uma vez” para crianças pequenas. 2006. Bresciane, Ana Lúcia In: Revista Avisa-lá. São Paulo. Nº 27. Junho de 2006

EMEI Rumi Oikawa


CUIDADOS QUE EDUCAM


Por: ANA MARIA DE NARDI LEME - ANDREA FORTUNATO DA SILVA - ANDREIA DOS SANTOS FIGUEIRA - ANGELA MARIA RODRIGUES DA MOTA - ARLANA OLIVEIRA SANTOS ANDOLFATO - DEISE ROSOLEN - ELIZABETE BAPTISTA DE GODOY - GEDELNI BEZERRA DA SILVA FLORINDO - GENILDA VIANA DO CARMO DUARTE - IVANETE APARECIDA DE SOUZA ANACLETO - JOANA P DA C. DO NASCIMENTO - LUCIANA BEZERRA ROCHA DA MATA - LUCIANE MACHADO MELO - LUCIMEIRE SILVA - MARIA APARECIDA BEZERRA DE OLIVEIRA - MARIA IRANEIDE DA SILVA DOS SANTOS - MARIA IVONE DE JESUS FERRARI - MONICA ALVES PICASSO - NEIDE MARIA DOS SANTOS CALIXTO - PATRICIA HELENA ROCHA ALVES - RAQUEL TAVARES DE OLIVEIRA - RITA CRISTINA PERRONI - RITA DE CÁSSIA GONÇALVES CARDOSO - ROSEMEIRE LUCIO - SHIRLEI COLANO RUANI - SILVIA HELENA DOS SANTOS PANTANO - SUELY ROSA DE OLIVEIRA SANTOS - VALDELICE CAMPOS SOBRADO - VALERIA APARECIDA LUCIA MAIA - VANESSA GOMES BESSA - VERA LIGIA CANDIDA DOS SANTOS - VERA LÚCIA DE ALMEIDA - VILMA FRANCISCA DA SILVA - VIVIANE MONTEIRO MARQUES


ESFORÇOS CONJUNTOS, GRANDES TRANSFORMAÇÕES


MUDAR É POSSÍVEL


CAMINHO PERCORRIDO


ENCONTRO DE FORMAÇÃO COM FUNCIONÁRIO

FIRMANDO PARCERIAS



PRIMEIRAS MUNDANÇAS

FORMAÇÃO CONTINUA
ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS (OBSERVAÇÃO DO ESPAÇO, VÍDEOS E FOTOS)



NOVAS PROPOSTAS SURGIRAM


CONQUISTAS


• Pensar e interferir no espaço
•Substituição dos talheres de plástico por garfo e faca de inox
•Toalhas nas mesas
•Copo descartável e papel toalha
• Formação semanal



PRÓXIMOS DESAFIOS
•Copos e pratos de vidro
•Re-implantação do self-service

EMEI Rumi Oikawa


EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS PARA TODOS:

COORDENADOR PEDAGÓGICO E PROFESSOR NA CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA REFLEXIVA

DIRETORA: RITA DE CÁSSIA GONÇALVES CARDOSO
ASSISTENTE DE DIREÇÃO:VALDELICE CAMPOS SOBRADO
COORDENADOR PEDAGÓGICO: ELIZABETE BAPTISTA DE GODOY
PROFESSORA : MARIA IVONE DE JESUS FERRARI

1ª PROPOSTA
•Durante o horário pedagógico os professores tem a oportunidade de conversar e refletir sobre as práticas realizadas com as crianças.
•Uma professora relata que propôs as crianças a construção da máscara da CUCA.
•Cada crianças recebeu uma máscara mimeografada para pintar.




REFLEXÃO:
O que as crianças aprenderam nesta atividade? Como desenvolver experiências artísticas para as crianças?
A professora aceitou o convite de planejar novamente essa atividade


REFLEXÃO-AÇÃO-REFLEXÃOCOORDENADOR PEDAGÓGICO E PROFESORES ESTABELECENDO VÍNCULOS DE CONFIANÇA

2ª PROPOSTA
AÇÃO APÓS REFLEXÃO
•Lista na lousa todas as sugestões de modelos e recorta.
•Disponibiliza vários materiais para serem utilizados pelas crianças.
•Durante o horário pedagógico apresenta ao grupo a sua nova proposta de construção de máscaras e relata como aconteceu.





PENSAMOS:
O que as crianças aprenderam nesta atividade em relação a 1ª proposta? Foi possível desenvolver a potencialidade artística das crianças? O que as crianças podem aprender?
•Conversamos, lemos e pesquisamos sobre o assunto.
•Retomamos os encontros de formação.
•Levantamos outras possibilidades de trabalho



REFLEXÃO-AÇÃO-REFLEXÃO“APRENDENDO A DISCUTIR IDÉIAS E NÃO PESSOAS”


3ª PROPOSTA
A professora propõem dar continuidade ao trabalho de construção de máscaras.
Relata ao grupo suas idéias e diante do ambiente convidativo à reflexão, uma nova proposta é planejada e:
Vários materiais são disponibilizados.
As próprias crianças escolhem como vão construir a máscara.
A professora participa ajudando quando necessário.
A arte passou ser uma atividade dentro da rotina da professora e se constitui em possibilidades aprendizagens significativas ás crianças.




“SONHO QUE SE SONHA JUNTO,
É REALIDADE”.
(Raul Seixas)





sexta-feira, 16 de novembro de 2007

CEI "Jardim Santo André"

AQUI A LEITURA NÃO FICA SÓ NO CANTO


Por Maria Alice Bassoli Napoleão e Aparecida Rodrigues Medeiros
Objetivo:

Formar crianças leitoras, possibilitando e estimulando o contato delas com os livros.

Justificativa:

Sempre que ouvem histórias ou manuseiam livros, as crianças ingressam no universo mágico da linguagem...

Assim, as crianças aprendem a partir de sua interação com o meio material e social.




Caminho Percorrido:



·Leitura compartilhada com educadores;
·Levantamento do trabalho já realizado;
·Embasamento teórico: leituras, observação de vídeos e práticas;
·Reconhecimento da importância da leitura;
·Canto de leitura diário;
·Organização de uma pequena biblioteca;
·Mala de história: mais uma estratégia para propor seqüência de leitura.





A LEITURA COMEÇA QUANDO A CRIANÇA FICA FASCINADA COM AS MARAVILHAS QUE MORAM NOS LIVROS





A APRENDIZAGEM DA LEITURA
COMEÇA ANTES DAAPRENDIZAGEM DAS LETRAS

AO AMPLIAR O REPERTÓRIO DE HISTÓRIAS, AS CRIANÇAS ALIMENTAM O IMAGINÁRIO E INCORPORAM ESSA EXPERIÊNCIA NAS BRINCADEIRAS, NOS DESENHOS E NAS PRÓPRIAS NARRATIVAS.
QUANDO O PROFESSOR TEM PRAZER EM LER, AS CRIANÇAS REPRODUZEM COM ALEGRIA ESSE ATO...







CONTATO:

COORDENADORIA DE ENSINO DE SÃO MATEUS

CEI "JARDIM SANTO ANDRÉ"

End. Av. dos Sertanistas nº 790

Jardim Santo André - São Paulo - SP.


Tel: 6751-2330


domingo, 11 de novembro de 2007

EDUCAR CRIANÇAS PEQUENAS É COISA SÉRIA

Sebastiana de Fátima Ferreira, Maria Vilma Ramos dos Santos Prado,
Kátia Regina Capeli de Lima Pedroza e André Luiz da Silva.


Entender cuidar e educar como binômio indissociável, impregnado numa ação pedagógica de consciência, estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento da criança, concebida como ser humano em desenvolvimento, dotado de competências, saberes e direitos, situada em um contexto histórico e social é coisa muito séria e para toda vida!


Quais são os saberes necessários para educadores de criança pequena?

É sempre bom ser bem recebido e
sentir-se importante para alguém!


A qualidade dos vínculos afetivos com as crianças, da parceria com as famílias, e do desenvolvimento do trabalho depente de como é feito o acolhimento no CEI.

É importante lembrar que o acolhimento acontece todos os dias na entrada; após uma temporada sem vir ao CEI, após um período de doença, um final de semana prolongado.
“Chegou à hora da fogueira
É noite de São João.
O céu fica todo iluminado, fica todo estrelado, pintadinho de balão.”

Lamartine Babo

Apresentar nossa cultura em situações significativas e de qualidade estética é tão importante quanto às outras ações.
A criança aprende pelo movimento, pela ação direta no mundo físico e social o que faz toda a diferença.

Me dá um colinho !


Ao ser segurado no colo e, ao mesmo tempo, ter o seio ou a mamadeira para mamar, parece ser a primeira experiência significativa de uma criança.
No CEI ela precisa e deve ser alimentada no colo, olho no olho, como se fosse a única naquele momento.
Precisa saber que alguém se preocupa com ela.

Ai que delícia!

Cada vez mais independente do adulto...
Ao mesmo tempo em que o bebê ganha mais liberdade, ele necessita de um acompanhamento maior do adulto para não se meter em “confusão”.
O processo de diferenciação entre o eu e o outro se torna mais visível e deve ser valorizado pelo adulto.

Olha que legal!


A linguagem tem um papel crucial, pois é através dela que os adultos dão sentido e forma ao mundo, sinalizando para a criança o significado de seus comportamentos e expressões. Desta maneira é imprescindível a criação de contextos de comunicação, como é caso das leituras.
E, como afirma Catarsi: “A interação precoce com os livros é a base de um desenvolvimento lingüístico rico e articulado da criança”.




Ah! Que alivio.

O corpo e a mente do bebê são integrados e o banho, além de proporcionar conforto proporciona sensações que favorecem a construção da consciência corporal e da diferenciação "eu - outro".
Bibliografia:
Artigos:
• Como definir uma pedagogia que oriente o trabalho em creche. Oliveira, Zilma M. R. In: Revista Pátio Educação Infantil. Porto Alegre. Nº 13. Março/junho de 2007.
• Entre adaptar-se e ser acolhido. Ortiz, Cisele. In: Revista Avisa-lá. São Paulo. Nº 02. Janeiro de 2000
• O papel do professor de crianças pequenas. Ortiz, Cisele. In: Revista Pátio Educação Infantil. Porto Alegre. Nº 13. Março/junho de 2007.
• Olhares cruzados sobre a educação das crianças pequenas. Ortiz, Cisele
• Entrevista Enzo Catarsi. In: Revista Pátio Educação Infantil. Porto Alegre. Ano III. nº 8 Julho / Outubro de 2005

“XÔ MAU HÁLITO”

Francilene Pereira de Lima Maria José Pinheiro Araújo
Marly Kennerly Marcondes Gonzaga Tânia Cristina Pereira Ferreira


Ao longo do 1º semestre observamos que a higiene bucal nas crianças do BII, na faixa etária hoje de 2 anos e 3 meses a 2 anos e sete meses, era deficiente, a maioria apresentava dentes com pontos escuros, com restos alimentares e mau hálito. Conversando com os pais, soubemos que apenas algumas famílias faziam a higiene bucal da criança à noite. Daí surgiu à necessidade de ensinar o grupo de crianças a fazer escovação no período da manhã e tarde, visto que passam aproximadamente doze horas no CEI.
As professoras se pré-dispuseram a garantir a realização da higiene bucal duas vezes ao dia, visando a criação e apropriação deste hábito de cuidado pessoal pelas crianças. Com o objetivo de colaborar para a construção da identidade pessoal dentro do ambiente coletivo, implementamos também a utilização da necessaire pelas crianças, contendo nela os objetos de uso pessoal necessários para seus cuidados.

Para introduzirmos o processo, realizamos uma palestra com os pais, na qual apresentamos a proposta enfocando a necessidade e importância da escovação para essa faixa etária, e solicitamos a sua colaboração: o envio de um kit (escova, copo, toalha e necesserie). O creme dental não foi inserido no kit, devido ao fato da criança ingerir o mesmo, podendo causar fluorose dental, uma alteração do esmalte por ingestão excessiva de flúor.

Com o grupo de crianças demos início às atividades realizando algumas rodas de conversa, com o intuito de apresentar a proposta e de compartilhar alguns procedimentos e formas de organização e, assim que as necessaires chegaram, introduzimos a escovação em nossa rotina diária.
Devido às condições físicas da sala, as crianças precisam ser divididas em dois grupos e deslocar-se para outras salas.


No início o grupo precisava muito de nosso apoio, contudo no decorrer do processo, realizando a escovação diariamente, as crianças estão aprendendo de fato a se organizar e a fazer a sua própria escovação. Cada vez precisam de menos ajuda, e com isso conquistam maior autonomia. Olham - se nos espelhos e com certa habilidade escovam os dentes e a língua, além de cuidarem dos seus objetos, identificando-os rapidamente. Ainda necessitam do auxílio das professoras para colocar pouca água na caneca evitando desperdício.
As famílias têm nos relatado a melhoria na escovação realizada em casa e como as crianças deixam-se higienizar. Temos, ainda, uma criança em tratamento dentário, visto que, a partir das escovações, a mãe percebeu que estava com os dentes comprometidos com cáries.
Desafio:
Sensibilizar as autoridades competentes a investirem em políticas públicas que atendam as reais necessidades para atender as especificidades da criança de 0 a 3 anos, no que concerne às instalações e materiais, para atingir a qualidade do trabalho embasada no binômio educar-cuidar.


Bibliografia:
Zabalza, Miguel A. Qualidade em Educação Infantil. – Porto Alegre: Artmed, 1998.281 pág
Santos, Lana E. Silva. Creche e Pré-escola: uma abordagem de saúde – São Paulo: Artes Médicas. 2004. 227 pág
Rossetti-Ferreira, Maria Clotilde et.al. Os fazeres na Educação Infantil – 2 ed. Ver. ampl. - São Paulo: Cortez, 2000
Brasil. Ministério da educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – Brasília: MEC/SEF, 1998. 3 v.: il.